Um homem-bomba matou ao menos 63 pessoas e deixou 70 feridos em um ataque que atingiu um hospital do governo na cidade de Quetta, no Paquistão. A explosão aconteceu no momento em 200 pessoas estavam reunidas em luto pelo assassinato poucas horas antes de um famoso advogado da região.
“Há muitos feridos, então o saldo de mortes ainda pode aumentar”, afirmou o ministro da Saúde da província do Baluchistão, Rehmat Saleh Baloch. A maior parte das vítimas eram jornalistas e advogados, que acompanhavam desdobramentos da morte de Bilal Anwar Kasi, presidente do colégio de advogados provincial. Ele foi assassinado a tiros por um grupo de homens não identificados quando estava a caminho de seu escritório.
Um policial da cidade, Zahoor Ahmed Saeed Afridi, afirmou que a morte do advogado e o ataque no hospital provavelmente têm ligação. O motivo ainda não foi esclarecido e nenhum grupo reivindicou o atentado, porém, vários advogados foram visados em um surto recente de assassinatos em Quetta. Testemunhas descreveram as cenas no hospital como terríveis, com inúmeros corpos espalhados e feridos gritando por ajuda.
A região do Baluchistão, que faz fronteira com o Irã e o Afeganistão, tem importantes reservas de gás natural e é afetada constantemente pela violência entre muçulmanos sunitas e xiitas, além de uma revolução separatista.