"> Cuiabá aplica mais de meio milhão de doses de vacinas e registra aumento de 11% – CanalMT
Francinei Marans

Cuiabá aplica mais de meio milhão de doses de vacinas e registra aumento de 11%

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Secretaria Adjunta de Atenção Primária, já aplicou 508.007 doses de vacinas entre janeiro e outubro de 2026. O número representa um aumento de mais de 11% em relação ao ano passado, quando foram aplicadas 456.451 doses na população cuiabana até setembro de 2025.

A imunização contempla diferentes faixas etárias, desde recém-nascidos até idosos, conforme as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.

Ao longo do ano, a SMS promoveu mobilizações para ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso da população aos imunizantes. Em abril, a capital realizou o Dia D de vacinação contra a influenza, com a abertura de 72 Unidades de Saúde da Família (USFs), abrangendo as regiões Sul, Norte, Leste e Oeste, além de distritos e comunidades rurais.

Em agosto, o município promoveu o Dia D de Multivacinação nas 72 USFs, como parte da Campanha Nacional de Multivacinação 2026. A ação teve como público-alvo principal crianças e adolescentes menores de 15 anos, com o objetivo de atualizar as cadernetas de vacinação.

Além disso, a Prefeitura de Cuiabá ampliou a vacinação contra a influenza para o público geral. Com a medida, qualquer pessoa que ainda não recebeu a dose pode procurar uma das 72 Unidades de Saúde da Família da capital para se imunizar.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a vacinação é fundamental para prevenir doenças e reduzir complicações na população.

“Esse trabalho contínuo é fundamental para garantir que a população tenha acesso às vacinas e esteja protegida contra doenças que podem ser prevenidas por meio da imunização. Orientamos os moradores a manter a caderneta de vacinação atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar as doses necessárias”, afirmou.

Em setembro, Cuiabá ampliou a oferta da vacina Pneumocócica 20-valente conjugada (Pneumo 20) para pessoas com 85 anos ou mais, seguindo as novas diretrizes do Ministério da Saúde. A medida amplia a proteção dos idosos contra doenças pneumocócicas, incluindo formas graves de pneumonia e meningite, e contribui para reduzir complicações e internações.

A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, ressalta o papel das Unidades de Saúde da Família na oferta dos imunizantes e na orientação dos moradores.

“As 72 Unidades de Saúde da Família são fundamentais para ampliar o acesso à vacinação em todas as regiões da capital. Orientamos a população a manter a caderneta atualizada e procurar a unidade de saúde para verificar quais doses são necessárias, de acordo com a idade e o histórico vacinal”, destacou.

Para que serve cada vacina?

A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção de doenças. Confira a proteção oferecida pelos imunizantes disponíveis na rede municipal, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

  • BCG: protege contra formas graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa.
  • Hepatite B: previne a infecção pelo vírus da hepatite B, que pode causar doenças crônicas no fígado.
  • Poliomielite (VIP): previne a paralisia infantil.
  • Pentavalente: protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B.
  • Rotavírus: previne diarreias graves e desidratação, principalmente em crianças pequenas.
  • Pneumocócicas: protegem contra doenças como pneumonia, meningite e outras infecções causadas por pneumococos.
  • Meningocócicas C e ACWY: protegem contra doenças meningocócicas, incluindo formas graves de meningite.
  • Tríplice viral: protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
  • Hepatite A: previne uma infecção viral que atinge o fígado e pode ser transmitida por água e alimentos contaminados.
  • Febre amarela: previne a doença viral transmitida por mosquitos, que pode causar complicações graves.
  • Influenza: protege contra os vírus da gripe contemplados pela vacina e reduz o risco de complicações.
  • Covid-19: ajuda a prevenir formas graves da doença, internações e óbitos.
  • HPV: previne infecções pelo papilomavírus humano associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo o câncer do colo do útero.
  • Varicela: previne a catapora e suas possíveis complicações.
  • Tetraviral: protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
  • DTP: protege contra difteria, tétano e coqueluche.
  • dT: oferece proteção contra difteria e tétano, inclusive por meio de doses de reforço.
  • dTpa: protege contra difteria, tétano e coqueluche, sendo especialmente importante durante a gestação para ajudar a proteger o bebê.
  • Vírus sincicial respiratório (VSR): quando indicada durante a gestação, ajuda a proteger o bebê contra infecções respiratórias graves, como a bronquiolite.
  • Antirrábica humana: é indicada após exposição de risco à raiva, conforme avaliação do serviço de saúde. O atendimento deve ser procurado imediatamente após mordidas, arranhões ou outras situações de possível exposição.

Alguns imunizantes possuem oferta organizada por unidades e dias específicos. A vacina BCG, por exemplo, segue um cronograma semanal, com aplicação distribuída entre diferentes unidades de segunda a sexta-feira. Já as vacinas tríplice viral e contra a febre amarela são ofertadas às terças e quintas-feiras em unidades específicas da capital.

A vacinação contra a covid-19 também segue uma organização por faixa etária e unidade. A Pfizer Baby, indicada para crianças de 6 meses a 4 anos, é ofertada em unidades selecionadas da rede municipal, entre elas USFs Nossa Senhora da Guia, Aguaçu, Rio dos Peixes, Coxipó do Ouro, Paiaguás, Cidade Verde, Despraiado, Jardim Florianópolis/União, Pico do Amor, Altos da Serra, Dr. Fábio, Jardim Imperial, Pedra 90, Parque Cuiabá, Osmar Cabral, Parque Ohara, Nico Baracat, São Gonçalo e Quilombo, além da Clínica da Família.

A vacina antirrábica humana está disponível em diversas unidades de saúde e deve ser procurada imediatamente após uma possível exposição ao vírus da raiva, para avaliação e definição do atendimento adequado.

Fonte: Alessandra Marques


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