Acreditávamos piamente na ruptura da politização da educação, em função da exacerbação e criação de movimentos, como o Movimento Escola Sem Partido (ESP), que busca, objetivação e construção de uma narrativa acerca de temas importantes na educação, especificamente no campo curricular.
Esses movimentos buscam em sua ação ideológica, como acontece no Movimento Escola Sem Partido, busca defende a despolitização da escola, a separação entre formação e ensino e o discurso sobre o controle da corporeidade.
Corporeidade, é um conceito relativamente novo que foi trazido pelo filósofo francês Merleau-Ponty, no século passado, somente no final do século XX e início do atual ele chega às universidades brasileiras nos cursos de Pedagogia e Educação Física com maior abrangência, envolvendo ainda a racionalidade e as relações estabelecidas pelo ser com seu meio sociocultural. Além das dimensões, motora, afetiva, intelectual e social, a corporeidade inclui ainda a dimensão espiritual do ser humano.
Criei essa narrativa, com intuito de acreditar piamente na mudança de comportamento por parte de alguns professores, através do processo de construção do conhecimento e os possíveis desafios do ensino-aprendizagem.
Queríamos crer, que essa velha politização da Educação já fizesse parte de um passado longínquo da nossa história. Marcada, pelo viés político partidário, infiltrado e arraigado no corpo docente de algumas escolas tradicionais do nosso país.
Ledo engano, alguns ainda insistem em macular, atacar e agredir um governo em curso, sem se preocupar, em ensinar e educar nossos alunos no tocante ao conhecimento cognitivo, buscando sempre o viés político partidário, na tentativa de macular este ou aquele governo.
Hoje as redes sociais representam um grande avanço, para um país como o nosso, em desenvolvimento e com forte politização herdada de governos anteriores que não aceitaram a derrota nas urnas, com a vitória do presidente da República Jair Messias Bolsonaro; gostem ou não dele, o mesmo foi eleito com a bagatela de 57.797.847 dos votos válidos, correspondendo a (55,13%).
Nas redes sociais, está circulando um vídeo de uma professora de Minas Gerais, militante que dá aula de ódio.
Ensinando seus alunos do 1º ao 9º ano, com idades entre 6 a 14 anos, na escola em Três Pontas, da rede pública municipal.
Em uma aula virtual, a mesma, induz os seus alunos a fazerem caricaturas, comparando o presidente da República Jair Bolsonaro e o ex-mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump a palhaços.
Ela dá início ao besteirol, travestido de aula, porém com forte militância política partidária ao dizer “O tema do Carnaval deste ano, o tema como não temos escolas passando na TV, o tema nosso será o palhaço, vamos fazer uma caricatura, que daqui a pouco vou ensinar o passo a passo como fazer é muito simples, vamos fazer uma analogia uma comparação entre o presidente Donald Trump e coloquei do lado de cá, um recorte de palhaço cujo o tema também é palhaço, em alusão ao nosso atual presidente Jair Bolsonaro, que é um dos presidentes com maior índice de rejeição no momento, que em 2 anos de governo, não tem nenhum projeto para: economia, para a educação, para cultura, meio ambiente”, vou parar por aqui com sua fala, tamanha bestialidade, incompetência, ignorância e por aí vai, por parte, dessa militante travestida de professora.
Infelizmente, essa pseudo professora, por sua postura e colocação, deve sofrer de Acefalia, ausência da cabeça; para dizer tanta besteira, usando como pano de fundo a figura de um palhaço, que na contextualização de mundo, o “palhaço” não o interpreta simplesmente é. Ele não é um personagem, ele é o próprio ator expondo-se, mostrando sua ingenuidade.
Convenhamos, seria pior para os seus alunos; se essa professora, ao invés de usar como figura de linguagem a imagem de um palhaço, que mesmo rotulado muitas vezes de forma pejorativa como foi nessa fala desconexa e vexatória dessa professora medíocre, a mesma, tivesse usado como figura de linguagem, a imagem de um ladrão, com dinheiro na cueca, em malas, em sacos, em contas na Suíça, em “paraísos fiscais” e por aí vai.
Pare o mundo, quero descer!
Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo