"> Antônio Joaquim diz que “só gente tresloucada cometerá crimes” de caixa dois em 2018 – CanalMT
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Antônio Joaquim diz que “só gente tresloucada cometerá crimes” de caixa dois em 2018

Celly Silva do GD

Após 17 anos longe da política partidária, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) Antônio Joaquim acredita que a política está diferente e, por isso, quer voltar. “Eu acredito que as coisas mudaram, principalmente na política. Eu tenho convicção que a próxima eleição do ano que vem é uma eleição diferente. Primeiro, é proibido recursos de empresas privadas. Segundo, o caixa 2 todo mundo sabe que é um risco enorme que a pessoa tem de ser presa, de ser cassada, mesmo ganhando a eleição. Então, eu acho que só gente meio tresloucada que vai permitir-se a usar esse tipo de expediente no processo eleitoral”, disse.

O conselheiro acredita que a preocupação maior com dinheiro ao invés de propostas nas eleições foi o que levou o cenário da política nacional aos grandes escândalos e, segundo ele, foi o que o afastou desse campo, naquela época. “Virou toda essa situação de escândalo da Lava Jato, Mensalão. A gênese, o ovo da serpente sempre foi a questão do financiamento das campanhas eleitorais. E eu sempre tive muita dificuldade de trabalhar essa área de arrecadação”, explicou.

Conforme o conselheiro, nos anos 2000, quando deixou a política para ingressar no Tribunal de Contas, era um período em que as campanhas eleitorais começavam a ser tomadas pelas altas cifras em busca de votos. “Eu era deputado federal, mas estava muito inseguro com o processo eleitoral, com as campanhas que estavam cada vez mais se mercantilizando, quer dizer, a campanha ficava muito voltada à questão financeira, ao dinheiro”, lembra.

Dizendo-se otimista com as mudanças na sociedade, Antônio Joaquim avalia que o futuro da política deve ser formado por pessoas mais comprometidas e vocacionadas ao bem comum da população. “Eu acho que o próximo Congresso será um Congresso diferente, de pessoas vocacionadas, comprometidas. Os novos líderes que serão eleitos serão líderes conceituais, que são e têm vocação pública pra prestar sua contribuição pra melhorar a qualidade de vida das pessoas, que é o que cabe a todas as instituições públicas”, prospectou.

O otimismo de Antônio Joaquim em seu retorno à política se mantém, segundo ele, mesmo com a delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) homologada pelo Supremo Tribunal Federal, em que ele e dezenas de políticos e partidos são citados. O conselheiro é acusado de crimes como sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção passiva em 2 fatos criminosos que envolvem cobrança de propina de conselheiros para não fiscalizar obras da antiga gestão e a suposta venda subfaturada de uma fazenda.

“Não mudou em nada porque eu não tenho temor. Os partidos serão consequência dessas conversas que eu estou fazendo. Há uma realidade política no país que você tem realmente que fazer a reflexão, mas, por outro lado, você tem que optar por um partido, não tem como militar na vida política sem um partido político, então, tem que escolher um desses que estão aí atuando”, afirmou.


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