O ator Guilherme Karan, que sofria com a síndrome degenerativa de Machado-Joseph, morreu na manhã desta quinta-feira (7), no Rio de Janeiro. O artista de 58 anos estava internado há dois no Hospital Naval Marcílio Dias.
A doença apresenta um quadro progressivo de incoordenação e não tem cura. Debilitado e ainda jovem, o ator preferiu não receber visitas e foi cuidado pelo pai, Alfredo Karan, almirante e Ministro da Marinha durante a Ditadura Militar. Ele estava sem conseguir andar, falar nem se alimentar pela boca.
A mãe e dois irmãos do artista também morreram por conta da doença, que começou a se manifestar em Karan no início dos anos 2000.

Carioca, nascido em 8 de outubro de 1957, Guilherme Karan se destacou por fazer parte do grupo ousado e pioneiro do TV Pirata, que inovou na forma de fazer humor na televisão. Um de seus personagens mais marcantes era o machão Zeca Bordoada, que detestava frescuras. Trabalhou com artistas como Ney Latorraca, Diogo Vilela, Cristina Pereira e Luiz Fernando Guimarães.

Sua primeira novela foi Partido Alto (1984) e fez parte do elenco de grandes folhetins como Dona Beija, Meu Bem, Meu Mal, Explode Coração, Pecado Capital e O Clone. Sua última novela foi América, exibida em 2005.
Também fez sua história no cinema. O primeiro trabalho nas telonas foi em 1982, em Luz del Fuego, que tinha Lucélia Santos no papel que dava nome ao longa. As novas gerações conhecem o artista por sua participação no filme infantil Super Xuxa Contra o Baixo Astral (1988), em que interpretava o vilão da trama.