Depois de assediar o governador Pedro Taques (PSDB) para um ministério, o vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) “namora” com o senador Blairo Maggi (PR), um dos principais nomes do agronegócio brasileiro e ex-aliado da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silval, ambos do PT.
Segundo a jornalista da Globo News, Cristiana Lobo, Blairo Maggi pode trocar o PR pelo PP e ser indicado para o Ministério da Agricultura em um possível governo Michel Temer. O próprio vice-presidente teria convidado o senador mato-grossense para o cargo. No entanto, a condição seria a filiação Partido Progressista. No encontro com Temer, o rei da soja também teria discutido a possibilidade de filiar no PMDB. Porém, ele explicou para o vice-presidente o cenário político em Mato Grosso e a inviabilidade de filiar em um partido que é oposição ao governo Pedro Taques.
Apesar de ter sido sondado por Temer, Maggi não estaria empolgado em assumir um ministério do governo transitório do PMDB. Outro fator que dificulta a indicação para Agricultura é interesse dos Democratas pelo ministério. Nos corredores do Congresso Nacional já se comenta que o Ministério da Agricultura ficará com o DEM.
Mesmo que não assuma a Agricultura, a indicação para o ministério passará por Maggi. Segundo informações, ele vem mantendo contato quase diário com o Temer. O senador republicano também estaria de olho no Ministério dos Transportes.
No início da semana, o governador Pedro Taques se reuniu com o vice-presidente. No encontro, Taques e cúpula nacional do PSDB fez exigências para participar e apoiar o possível governo Temer. O vice-presidente também sondou Taques para o Ministério da Justiça. Amigo pessoal do peemedebista, Taques não só descartou a possibilidade de renunciar o governo de Mato Grosso para assumir um ministério como também se posicionou contrário a participação do seu partido no governo Temer. Apesar disso, a maioria da direção nacional do PSDB defende a participação da sigla na futura gestão peemedebista como já fez indicações para os ministérios.
