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Organização fala em 1 milhão em Copacabana

Manifestantes contrários ao governo Dilma Rousseff e a favor das investigações da Operação Lava Jato se reuniram na manhã deste domingo (13) na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio. A concentração do ato foi marcada para as 10h e os manifestantes começaram a chegar por volta das 9h.

A manifestação, que por volta das 10h30 contava com 5 carros de som, seguiu por cerca de 2 quilômetros em direção ao Leme. Os manifestantes começaram a caminhar por volta das 10h e paravam ao longo do caminho para ouvir os discursos dos organizadores.

Quase quatro horas após o início do protesto, organizadores estimaram a presença de cerca de 1 milhão de pessoas na manifestação. Já a Polícia Militar não divulgou um balanço.

Por meio de sua assessoria, a Polícia Militar informou que reforçou o policiamento em todos os locais onde estão previstas manifestações neste domingo, inclusive com apoio do Batalhão de Choque. O número do efetivo não foi divulgado por questões de segurança.

Às 11h20, uma hora e 20 minutos após o horário marcado para o início do ato, os manifestantes ocupavam cerca de 8 quarteirões da Praia de Copacabana e as duas pistas da Avenida  Atlântica. Eles estenderam uma grande bandeira, na qual estava escrito “chega de impunidade”.

Pouco antes das 13h, começou a cair uma chuva fina em Copacabana. Na noite de sábado, uma forte chuva atingiu a cidade e matou quatro pessoas (dois na comunidade Chácara do Céu, no Leblon, um em Rocha Miranda, no Subúrbio, e na Rocinha).

Muitos manifestantes mostravam seu apoio à Operação Lava Jato e ao juiz Sérgio Moro, à frente das investigações.

MANIFESTAÇÃO/RIO (13H23): "Venho a todas as manifestações. Está muito bonito. Muita gente" disse Lea Barretto, talvez a manifestante mais idosa do protesto que lotou a Praia de Copacabana. Dona Léa está com 92 anos e veio junto com a filha, Tereza Barrett (Foto: Nicolás Satriano / G1)

“Viva o Sérgio Moro! Viva a Lava Jato!”, eram algumas das palavras de ordem durante o ato. “Sem exceção de partido, a nossa luta é contra a corrupção. A gasolina está a quase R$ 5 e ninguém aguenta mais. O Brasil está dizendo chega. A Dilma representa mais alguém aqui em Copacabana?”, discursou um dos manifestantes no carro de som.

“Venho a todas as manifestações. Está muito bonito. Muita gente”, disse Lea Barretto, de 92 anos, que foi ao protesto ao lado da filha,Tereza Barretto. “E eu também danço”, completou.

MANIFESTAÇÃO/RIO (13H32): "Eu sou contra tudo. Sou a favor do impeachment E contra o PT", disse o administrador Gabriel Passos, 23 anos. (Foto: Nicolás Satriano / G1)

“Eu sou contra tudo. Sou a favor do impeachment é contra o PT”, disse o administrador Gabriel Passos, 23 anos. Segundo ele, mesmo com chuva, a manifestação não esmorece.

O jovem acredita que o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula feito pelo Ministério Público de São Paulo deu “gás” ao protesto deste domingo.

RIO: Marcio Garcia, Susana Vieira e Marcelo Serrado durante protesto contra a presidente Dilma Rousseff e o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (13) em Copacabana  (Foto: Luciano Belford/FramePhoto/Estadão Conteúdo)

Famosos nos protestos

A atriz Cássia Kiss compareceu à manifestação contra o governo Dilma com uma camisa na qual estava escrito: “Quero ser presidente”.

Os atores Susana Vieira, Marcelo Serrado e Marcio Garcia também compareceram ao protesto com uma camisa com os dizeres “Morobloco”, numa alusão ao bloco de carnaval Monobloco.

Discursos feitos por organizadores nos carros de som são aplaudidos pelos manifestantes. “Eu vim direto da Flórida para isso. Vim dar um recadinho para essa galera que se diz neutra. A neutralidade hoje é petista. Esse senhor Luiz Inácio Lula da Silva é um ladrão!”, bradou um dos manifestantes de cima do carro de som.

Um dos carros de som trazia a faixa “Intervenção militar já! O Brasil precisa de ordem e progresso”, com manifestantes vestindo verde e amarelo e carregando bandeiras do Brasil.

Apoio ao governo
Durante o ato, um avião sobrevoou várias vezes o céu de Copacabana com uma faixa que diz “Não vai ter golpe”, assinado pela Frente Brasil Popular. Manifestantes que participam do ato vaiam o avião, todas as vezes em que sobrevoa o ato.


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