A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa convocou os 24 deputados estaduais para prestar contas da verba de suprimento de fundos. A medida tem como objetivo dar mais transparência ao gasto do benefício e também evitar questionamentos dos órgãos fiscalizadores.
O Ministério Público Estadual (MPE) solicitou ao Legislativo informações sobre o gasto da verba de suprimento. O promotor de justiça Roberto Turin requisitou notas fiscais referentes aos gastos dos parlamentares. Atualmente, os deputados só precisam prestar contas das verbas indenizatórias ao Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT).
Com indícios de fraudes no uso da verba de suprimento que culminou nas operações Metástase e Célula Mãe, deflagradas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a Mesa Diretora da Assembleia suspendeu, em setembro de 2015, o pagamento desse fundo. As operações do Gaeco levaram à prisão o ex-deputado José Riva (PSD) e alguns assessores. A Assembleia Legislativa gastou em um período de quatro anos quase R$ 10 milhões com a verba de suprimento.