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Todo dia MP abre uma investigação, diz Mauro sobre Emanuel

GAZETA DIGITAL

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou nesta sexta-feira (24) que não irá entrar em confronto com o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) sobre o fechamento da Escola Estadual Nilo Póvoas. Porém, o chefe do Executivo estadual afirmou que o prefeito tem que se preocupar em explicar os escândalos que ocorrem em sua gestão. “Todo dia o Ministério Público abre uma investigação”.

Mendes disse, em entrevista ao programa Tribuna, da rádio Vila Real, que Emanuel terá muito tempo para explicar os problemas que acontecem no Palácio Alencastro. “Eu não vou debater com o prefeito Emanuel Pinheiro. Ele terá muito tempo para explicar na campanha dos escândalos que todo dia aparece na mídia. Todo dia o Ministério Público abre uma investigação”.

O governador cobrou que o Ministério Público que investigue e apresente à sociedade respostas das investigações. “O Ministério Público tem que dar resposta a sociedade. Esse é o dever do MP”.

Dando o tom de como deverá ser a disputa pela Prefeitura nas eleições, o governador ainda afirmou que o prefeito da capital terá que explicar o fechamento do hospital Santa Casa e os atrasos de alguns fornecedores, que segundo ele, estaria com “3,5,8 meses sem receber”.

Mendes ainda lembrou da denúncia feita pelo deputado Wilson Santos (PSDB) durante a disputa eleitoral de 2016. Na época, Wilson disse que Emanuel Pinheiro recebia propina da empresa Caramuru Alimentos, através de membros de sua família. “A denuncia foi feita, a sociedade precisa saber de fato o que aconteceu. Ou o Wilson Santos está mentindo?”.

Os “escândalos” questionados pelo governador vão desde a operação Sangria, que apura fraudes em licitação, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, crimes cometidos através de contratos celebrados com as empresas usadas pela organização, em especial, a Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna (Proclin), Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar (Qualycare) e Prox Participações. Nessa operação o ex-secretário de Saúde, Huark Douglas Corrêa chegou a ser preso em duas ocasiões.

Outra investigação lembrada por Mendes é o inquérito na Delegacia Fazendária de Mato Grosso (Defaz), que apura fraude e superfaturamento da licitação para a compra de semáforos inteligentes no valor de R$ 15,4 milhões em 2017.

Mauro Mendes já descartou a hipótese do DEM apoiar a reeleição de Emanuel Pinheiro e analisa lançar alguns nomes como o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, o de Saúde, Gilberto Figueiredo e o suplente de senador, Fábio Garcia (DEM).


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