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DEM condiciona candidatura de Júlio ao Senado a “aceitação” em pesquisa

Da Redação

O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa (AL-MT), Eduardo Botelho (DEM), minimizou as conversas que o ex-deputado federal Júlio Campos (DEM) vem mantendo com o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). De acordo com uma entrevista que Eduardo Botelho concedeu ao programa Resumo do Dia na última terça-feira (14), o pano de fundo dessas conversas seria a eleição suplementar ao Senado que deve ocorrer em Mato Grosso ainda no primeiro semestre de 2020.

A juíza aposentada Selma Arruda (Podemos-MT), eleita em 2018 como senadora, foi cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em dezembro do ano passado por abuso de poder econômico e prática de Caixa 2. Na avaliação de Botelho, as conversas entre Júlio Campos e o prefeito de Cuiabá são “normais”.

O ex-governador, ex-senador e ex-deputado federal vem se colocando publicamente como um político “disponível” para a disputa ao Senado, e tenta demonstrar que seu nome ainda tem força em negociações políticas. “Em primeiro lugar não sei se realmente ele é um pré-candidato. Ele está começando uma conversa, e essa conversa tem que ser com todos. Porque na hora de votar, o voto de quem apoia Emanuel Pinheiro, quem apoia outro, vale a mesma coisa. Ele tem que conquistar o voto de todos os lados. Eu não vejo nenhum problema nisso”, declarou Botelho.

PESQUISA

Na avaliação do presidente da AL-MT, Júlio Campos está “colocando” e “sentindo” a aceitação de sua candidatura entre os matogrossenses. “Acho que ele está colocando, conversando, sentindo, como que vai ser a aceitação do nome dele. Lá na frente a gente ainda vai fazer uma pesquisa de opinião pública para saber se existe viabilidade eleitoral. É tudo isso, o começo é assim mesmo e tem que conversar com todos mesmo”, analisou o deputado estadual.

Eduardo Botelho foi indagado ainda sobre a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) ao Senado – também confirmada na última terça-feira. O presidente da AL, porém, não se estendeu muito ao comentar o assunto, dizendo apenas que “tudo é possível”.

O Tribunal Regional Eleitoral definirá no próximo dia 22 de janeiro o calendário eleitoral para a eleição suplementar ao Senado. A equipe técnica do órgão recomendou que seja no dia 26 de abril, considerado tempo suficiente para preparação do TRE e dos partidos para o pleito.(FolhaMax)


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