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Juiz pede acesso a depoimentos em que militares incriminam ex-secretário

Da Redação

uiz da Sétima Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues reenviou pedido de acesso aos autos do processo em que policiais militares são réus na ação apelidada de Grampolândia Pantaneira e que estão em posse do juízo da 11ª Vara Criminal Especializada em Justiça Militar da mesma comarca, sob a titularidade de Marcos Faleiros.

São réus na ação da Vara Militar o coronel policial militar Evandro Alexandre Lesco, Januário Antônio Edwiges Batista e Zaqueu Barbosa, além do cabo Gerson Correa Junior. Já Paulo Taques, responde a ação penal junto a 7ª Vara Criminal.

A justificativa do magistrado da Sétima Vara é a necessidade da leitura para julgar o envolvimento do ex-secretário chefe da Casa Civil na mesma suposta trama criminosa.

O novo despacho foi enviado na sexta (18), como reforço de outro feito em agosto sob a mesma justificativa. “Reitero os termos do ofício número 2069/2019, expedido em 27 de agosto de 2019, e solicito à vossa excelência cópia integral da ação penal n. 1700-11.2017.811.0042 – cód. 477158, a qual poderá ser encaminhada a este Juízo em mídia digital, a fim de instruir a demanda supramencionada”, escreveu Tadeu Rodrigues.

CITADO EM CONFISSÕES

Em depoimentos prestados junto a 11ª Vara Militar, alguns dos réus apontaram envolvimento de Paulo Taques no esquema de interceptações ilegais no Estado. O coronel Zaqueu Barbosa, apontado na ação militar como líder das fraudes, disse em depoimento que o primo do ex-governador Pedro Taques foi um dos financiadores do esquema.

Ele arcou com R$ 50 mil para a implantação do sistema de escutas e ainda com os primeiros gastos, como a locação de uma sala num prédio comercial na Capital. Também era o responsável por passar a lista das pessoas de interesse do grupo político – e também dele – para serem alvos das escutas.

O cabo Gerson Correa, apontado como o principal operador das fraudes, além de confirmar o depoimento de Zaqueu, revelou que entregava os pens drives com as gravações ao ex-chefe da Casa Civil.

AÇÃO

Paulo Taques é réu na ação penal acusado de criar uma história de cobertura junto a duas delegadas – Alessandra Saturnino e Alana Darlene Cardoso – para ouvir sua ex-amante, uma ex-assessora da Casa Civil e ainda um jornalista. Ele teria induzido essas pessoas a serem grampeadas numa investigação contra membros de facções criminosas.

Segundo a denúncia, Paulo Taques teria criado uma história de uma suposta trama para matar ele o então governador do Estado. As delegadas, então, decidiram inserir os números na investigação contra facções, caracterizando, assim, o esquema de “barriga de aluguel”.


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