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AL adota cautela e cita que até membros do MPE desconhecem “Lista de Riva”

Carlos Martins

A Assembleia Legislativa está adotando cautela em relação a uma lista que seria fruto de delação premiada do ex-deputado estadual José Riva e que contém os nomes de parlamentares que receberiam um mensalinho. Sobre a lista, que começou a circular no dia 8 de outubro e motivou matérias jornalísticas na imprensa, o próprio Riva já se manifestou dizendo que é apócrifa e que não fez nenhuma delação.

A lista atribuída a José Riva teria sido entregue pelo ex-deputado ao Ministério Público de Mato Grosso como parte de proposta do acordo de colaboração premiada. O documento, com 105 páginas, contém os nomes de 38 deputados e ex-deputados que teriam recebido mensalinho para aprovar e não atrapalhar os interesses do governo. No suposto esquema, teria sido pago o valor de R$ 175 milhões em propina entre os anos de 1995 e 2015, período em que o ex-deputado Riva ocupou os cargos de presidente ou 1º secretário na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

Logo que a lista começou a ser divulgada, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), disse que tentou apurar o nome do suposto autor do documento. Segundo Botelho, alguns membros do Ministério Público Estadual afirmaram desconhecer a existência da lista. “Porque a lista não está assinada, não está assinada por ninguém”, disse o deputado Eduardo Botelho, em entrevista nesta terça-feira ao programa Bom Dia Mato Grosso, na TV Centro América.

Como não conseguiu comprovar se o documento é verdadeiro, Botelho afirmou que se deve ter cautela sobre o assunto. “A gente está tendo certo cuidado, de tratar disso, porque são vidas de pessoas que estão sendo afetadas. Tem gente que já sentiu muito este baque com a colocação do nome deles. Então, estamos tendo a prudência de aguardar para ver a veracidade deste documento”, afirmou.

Na última quarta-feira (9), em nota, o ex-deputado José Riva negou as revelações feitas nas reportagens publicadas pela imprensa. “Os documentos apócrifos que têm circulado perante os meios de comunicação, intitulado como sendo ´proposta de colaboração premiada` jamais foram subscritos pelo ex-Deputado”, diz trecho da nota.

A nota é encerrada avisando que o ex-deputado vai responsabilizar judicialmente todos os responsáveis pela distribuição dos “malsinados documentos”.(FolhaMax)


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