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Governo prevê mais cortes e descarta aumentar duodécimos aos Poderes

Diego Frederci

O governador em exercício, Otaviano Pivetta (PDT), revelou que o Poder Executivo Estadual deve enviar a Assembleia Legislativa (AL-MT) um conjunto de medidas “muito ousadas” para a “diminuição do tamanho do Estado”. A declaração foi feita ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, numa entrevista concedida por Pivetta nesta quarta-feira (25).

“Primeiro é preciso arrumar a casa, consertar, eliminar os excessos. Tomamos medidas de saneamento financeiro, e tem ainda medidas para propor à Assembleia Legislativa. Um conjunto de medidas muito ousadas de diminuição do tamanho do Estado, de transparência, de melhoria da situação fiscal do Estado”, revelou ele.

O “enxugamento” do Estado é uma das políticas que o governador Mauro Mendes (DEM) – que cumpre agenda internacional desde a última semana -, vem adotando em Mato Grosso. Mais de 3 mil servidores já foram exonerados desde o início de 2019.

Sobre a “diminuição” do Estado, Otaviano Pivetta também já adiantou que o chamado “duodécimo” de 2020 – ou a verba repassada pelo Poder Executivo para financiar o Legislativo e o Judiciário -, ficará no mesmo patamar de 2019. Neste ano os Poderes devem consumir ao todo R$ 2,8 bilhões.

“[Em relação ao duodécimo o Governo ira propor] A manutenção desse ano que estamos executando. O que é razoável e coerente, pois não está tendo nenhum problema de falta de pagamento nos outros poderes, nem de falta de estrutura. Há problemas na saúde, a educação como eu falei, precisa atender as demandas dos profissionais da área da educação”, adiantou o vice-governador, numa referência a greve de mais de 2 meses dos professores neste ano.

Otaviano Pivetta também lamentou uma realidade com um alto valor simbólico: segundo ele, em 2020, o orçamento previsto para a Segurança Pública de Mato Grosso é de R$ 3,4 bilhões. Já a educação deve contar com R$ 3,2 bilhões – R$ 200 milhões a menos.

“Quero falar um fato lamentável: nós temos previsão orçamentária do ano que vem, para manter a segurança nos níveis que tá aí, é R$ 3,4 bilhões no ano que vem. E na educação é R$ 3,2 bi no ano que vem. Estamos gastando mais no passado e no medo do que investindo no futuro”, frisou.


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