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Pivetta defende reforma política e sinaliza mudança partidária

Carlos Martins

O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, sinalizou nesta terça-feira (24) que poderá deixar o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Na chefia do Palácio Paiaguás em substituição a Mauro Mendes (DEM), que viajou para os Estados Unidos para participar da Semana do Clima, em Nova York, Pivetta revelou insatisfação com os rumos da política.

Ele também defendeu uma reforma partidária. “Eu tenho ajudado o Mauro [Mendes, governador de MT] a administrar e tenho participado às vezes quando convidado, mas não tenho puxado à frente [do PDT], não participo nem do diretório. Estou dedicado à tarefa de consertar o Estado, que é o que mais importa neste momento”, disse Piveta, em entrevista ao jornalista Paulo Coelho para o Programa SBT Comunidade (TV SBT).

Embora não tenha dito textualmente se sai ou se fica no PDT, o mutismo do governador em exercício pode revelar que seus dias no partido fundado por Leonel Brizola podem estar no fim. “Sou filiado ao PDT, acho que os partidos políticos, de um modo geral vão ter muitas dificuldades, da maneira como se faz política no Brasil, da maneira como se sustentam os partidos políticos, me parece que isso não tem mais sustentabilidade”, afirmou.

Para tentar mudar esse panorama, Pivetta disse que torce muito para que ocorra uma reforma política, para que diminua o número de partidos e para que a estrutura dos partidos políticos seja enxugada. “Há muito tempo funciona [a política partidária] como negócio, e partido politico não é para funcionar como negócio. Nós precisamos de reforma politica e que permaneçam os partidos que tiverem apoio da sociedade para que justifiquem a existência”, resumiu.

Apoiador do governo de Jair Bolsonaro (PSL), Pivetta está hoje na sigla que integra o bloco de partidos que faz oposição nacional ao presidente da República. Com a saída do PDT do ex-deputado estadual Zeca Viana, que também defende Bolsonaro, Pivetta, hoje o nome mais reluzente da agremiação no Estado, pode seguir o mesmo rumo.

Viana, que até abril era o presidente regional do PDT em Mato Grosso, saiu do partido em julho deste ano após desentendimento com o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, e se filiou ao Podemos. Dentro do partido já havia uma animosidade contra Viana, que apoiou Bolsonaro nas eleições em 2018. Dirigido no Estado pelo prefeito de Diamantino, Eduardo Capistrano, o PDT tem hoje em seus quadros o ex-juiz Julier Sebastião da Silva e o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Allan Kardec.(FolhaMax)


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