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PMs entregam equipamentos utilizado nos “grampos ilegais”

Da Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso, em trabalhos da Equipe Especial, designada exclusivamente para conclusão dos inquéritos sobre as interceptações ilegais, realizou na tarde desta quinta-feira (05), interrogatório do coronel PM Zaquel Barbosa,  com a finalidade de esclarecer e individualizar a atuação de cada um dos investigados envolvidos no esquema fraudulento dos “grampos ilegais”.

A Polícia Civil destaca que não tem medido esforços para concluir o mais célere possível as investigações desse emblemático caso, primando por provas técnicas dentro da mais estrita legalidade.

A equipe aguarda laudos periciais de vários equipamentos eletrônicos obtidos durante esta nova fase da investigação. No início do mês, o cabo Gerson Luiz Correa Junior entregou um dispositivo, denominado Hardlock, aos delegados.

Gerson explicou que este equipamento possibilitou a instalação do sistema Wytron e possibilitava inserir “barriga de aluguel” às escutas telefônicas. Na ocasião, o cabo informou que a placa Wytron foi destruída, mas existe a possibilidade da perícia recuperar as escutas gravadas pelo sistema de instalação.

O dispositivo também pode ajudar a desvendar se a placa utilizada para os grampos ilegais era a que pertencia ao Ministério Público Estadual.

EQUIPE

As investigações prosseguem sob a gestão das delegadas Luciana Canaverde e Jannira Laranjeira, não havendo previsão de alteração na equipe, como vem sendo propagado em alguns veículos de mídia.

GRAMPOLÂNDIA

Os grampos ilegais tornaram-se públicos após a veiculação de duas reportagens do Fantástico. Jornalistas, médicos, advogados, políticos e até uma ex-amante do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques (primo do ex-governador Pedro Taques) sofreram interceptações telefônicas clandestinas que teriam sido feitas por policiais militares. O caso é conhecido como “barriga de aluguel”, onde pessoas que não são investigadas ou denunciadas sofrem os grampos, por interesses pessoais, ao lado dos verdadeiros suspeitos de investigações policiais.

Além de Zaqueu Barbosa – preso 9 dias após a veiculação da reportagem no Fantástico, que foi ao ar em 14 de maio de 2017 -, o cabo PM Gerson Luiz Ferreira, acusado de ser o operador da central clandestina, também teve mandado de prisão cumprido. Ambos já se encontram em liberdade.


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