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Novo sistema irá inibir corrupção na emissão de CAR em MT

Rodivaldo Ribeiro

Duzentas câmeras de monitoramento via satélite vão cuidar de responsabilizar quem cometer crimes ambientais relacionados a desmatamento e até mesmo focos de queimada em Mato Grosso. É o que promete o novo sistema Imagens Planet, programa implantado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), em parceria com o Programa REM, a um custo de R$ 5 milhões.

Lançado na manhã desta quarta-feira (14), o sistema foi louvado pelo governador Mauro Mendes (DEM) como preciso a ponto de conseguir identificar focos de desmatamento com precisão de até três metros e “em tempo real”. “A burocracia é pai e mãe da corrupção. A partir do apontamento, os mecanismos de controle poderão agir. Nós teremos esta ferramenta considerada hoje talvez a mais moderna disponível e utilizada hoje no país, para o controle dos desmatamentos ilegais”.

Ele louvou a possibilidade de imprimir maior agilidade ao processo de emissão de Cadastro Ambiental Rural (CAR) e informou que os dados obtidos com o programa financiado com recursos doados conjuntamente pela Alemanha e Reino Unido também terão esse usufruto. “É uma ferramenta que vai ser utilizada para outras ações importantes no controle ambiental de Mato Grosso, como apoio ao CAR”.

Isso é considerado primordial por Mauro Mendes como meio de coibir o desmatamento desenfreado, pois inibindo a indústria de falsificação de CARs (alvo da Operação Polygonum, por exemplo), será possível controlar o que é derrubado e impedir que isso seja feito em locais onde não é permitido ou fora de quantidades especificadas e controladas.

O Estado recebe em média 2.500 novos pedidos de expedição de CARs em um mês e a tendência é que o número vai aumentar. Em janeiro, havia 60 mil solicitações  acumuladas na fila. “Demorar tanto é empurrar para a ilegalidade. Com os novos mecanismos de controle fechamos o cerco contra essa tipo de crime ambiental”, garante.

A linha dura será tanta que o chefe do Executivo entrou numas até mesmo de desafiar qualquer país do mundo a tomar o posto de, palavras dele, maior produtor de agricultura sustentável do planeta hoje pertencente a Mato Grosso.

“Desmatamento de meio hectare já é detectado e a ocorrência apontada”, disse o governador, “como detectamos desmatamentos em Nortelândia (distante 229 quilômetros de Cuiabá) recentemente. Isso trará ganhos significativos; em Aripuanã (704 quilômetros da capital) também estava ocorrendo. Antes as pessoas faziam isso durante anos até serem pegas. Agora, em menos de um dia já podem ser responsabilizados”.

O coordenador de geoprocessamento e monitoramento ambiental da Sema, André Pereira Dias, explicou que há duas plataformas: uma de alerta e outra de dados consolidados. Esse de alerta usava um satélite de resolução em que cada pixel funciona para 250 metros. Logo, suficiente para indicação de que algo ambientalmente errado pode estar acontecendo naquele pedaço. Anos depois, o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) passou a utilizar um sistema que reduziu o perímetro a ser monitorado para 63 metros. O novo sistema a ser utilizado em Mato Grosso reduz a área sob cuidado a três metros e 120 satélites.

Por isso, os dados do Inpe serão complementados pelo sistema agora implantado. “A vantagem dos satélites da Planet Satelit é a resolução muito melhor e a temporalidade, porque vai passar todo dia pelo mesmo lugar, enquanto os outros demoram cinco a seis dias para passar pelo mesmo lugar. Com este sistema não, teremos imagens o tempo todo”.


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