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Procurador revela que placa que originou grampos foi furtada de dentro do MPE-MT

Gilson Nasser

O ex-procurador-geral de Justiça, Paulo Roberto Jorge do Prado, será um dos investigados pelo Ministério Público Estadual em relação aos fatos novos surgidos com os depoimentos dos policiais militares que são réus na ação relacionada ao esquema de escutas telefônicas ilegais no Estado. A afirmação é do atual chefe do Ministério Público Estadual, José Antônio Borges.

Prado foi apontado pelo coronel Evandro Lesco como responsável por doar a placa Wytron para a Polícia Militar. A placa foi utilizada para que fossem captadas conversas de adversários políticos do ex-governador Pedro Taques, bem como pessoas íntimas do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques.

Segundo Borges, até o momento, o que se tem de concreto é a ausência da placa, que deveria estar incorporada ao patrimônio do MPE, na instituição. “A placa não está lá e houve um peculato, furto. A partir do momento que um patrimônio do MPE some de suas dependências, houve um furto desta placa”, revelou.

O chefe do MPE colocou que não conversou com Paulo Prado sobre a denúncia de Lesco. Isso porque, ele só deverá ser ouvido no âmbito da investigação interna. “Doutor Paulo Prado não tem conversa, ele é investigado. Então, vai ser ouvido no devido momento para explicar se de fato, ele deu essa placa ou se ela foi furtada de lá”, assinalou.

Borges não comentou se houve algum procedimento formal para a cessão da placa para a Polícia Militar. A placa Wytron era de uso do Gaeco para se fazer as interceptações telefônicas e foi substituída pelo Sistema Guardião.

A afirmação de Lesco, de que Prado foi quem doou a placa para a PM diverge do que disse o coronel Zaqueu Barbosa, apontado o “criador” do esquema de grampos ilegais. Segundo Zaqueu, a placa chegou até ele com a informação de que era oriunda do Rio de Janeiro. Essa versão teria sido repassada a ele pelo coronel Celso Henrique Barbosa que morreu atropelado em fevereiro de 2016 quando andava de bicicleta pela rodovia federal BR-070 no município de Nossa Senhora do Livramento (42 km de Cuiabá).

O cabo Gerson Luiz Correa Junior, operador do esquema, disse que tomou conhecimento de que a placa era do Gaeco ao iniciar a operação dela no escritório clandestino da Grampolândia. Ele, que era o responsável pelo equipamento, disse ter jogado no Rio Cuiabá.(FolhaMax)


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