Corruptos presunçosos

Em que pese o número de operações, prisões e sentenças condenatórias por corrupção, algo nunca visto na história do país, é impressionante como esse crime permanece em alta e com tantos corruptos presunçosos, alheios aos fatos em torno deles.

Digo presunçoso porque parecem ter tanta certeza da impunidade, da própria super inteligência e da segurança sobre os planos que traçam, provavelmente indetectáveis na opinião deles, que nem se importam com o que está acontecendo no país.

Acredito que ganância, vaidade e arrogância os impedem de enxergar a possibilidade de punição, nem mesmo com exemplos de importantes lideranças políticas como os ex-governadores, Silval Barbosa, de Mato Grosso, como o do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e, claro, o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Não é nada fácil saber, e ver, que os impostos que pagamos, que não são poucos, continuam sendo carreados criminosamente para a vida luxuosa de políticos detentores de mandatos eletivos, gestores, empresários e outros inescrupulosos.

E não importa a distância de onde ocorrem as falcatruas que essas sempre nos afetarão, seja por meio dos serviços públicos que não dispomos ou da péssima qualidade daquilo que temos.

A divisão do controle das unidades do Detran carioca, que dias atrás levou à prisão de 10 deputados estaduais, é mais uma prova de como os corruptos se sentem acima da lei. E haja força-tarefa e desmembramentos da lava-jato para investigar e tentar aplicar a lei contra esses bandidos.

Aqui, bem pertinho de nós, outro braço da lava-jato trouxe à tona novos podres do Governo Federal, agora no Ministério da Agricultura. Junto, vieram as prisões de dois ex-ministros, entre os quais um deputado federal recém-eleito por Mato Grosso.

No Brasil, por séculos a população tolerou a corrupção e a tratou, e ainda há quem trate, como se não fosse crime grave. Como se os corruptos fossem diferente do criminoso que trafica droga e invade nossas casas.

Até criamos alguns mecanismos de defesa para quem surrupia os cofres públicos, entre os quais, o “ele rouba, mas faz”. E, infelizmente, continuamos a reelegê-los. A verdade é que quem “rouba, fazendo ou não”, faz mal a todos e todos os setores.

ALECY ALVES é jornalista e estudante de Serviço Social


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