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Governo pretende levantar ‘cada parede que está no chão’, afirma Carvalho

Gleid Moreira-GD

Com um crescimento de receita de 381% ao longo dos últimos 14 anos, Mato Grosso saiu de uma arrecadação de R$ 3,962 bilhões em 2003 para R$ 18,187 bilhões em 2017, segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, na manhã de segunda feira (4), em seu discurso na sessão solene da abertura da 19ª Legislatura da Assembleia Legislativa (ALMT). “Se trabalharmos muito, com fé em Deus, vamos reerguer esse Estado. Levantando cada tijolo, cada parede que está no chão”, disse.

Segundo Mauro, para o ano de 2019, a previsão de arrecadação é de pouco mais de R$ 19,220 bilhões. No entanto, acrescenta que as despesas totais cresceram muito mais. Disse que em 2003, de R$ 4,2 bilhões houve um salto para R$ 16,554 bilhões em 2017, e agora a tendência é que, até dezembro, as despesas atinjam o valor de R$ 20,906 bilhões. “Ou seja, teremos a arrecadação de pouco mais de R$ 19,220 bilhões e uma despesa de R$ 20,906 bilhões. A matemática é simples, vamos fechar este ano com um déficit financeiro de mais de R$ 1,6 bilhão. Isso é o que está aprovado na nossa Lei Orçamentária”, frisou.

O secretário lembrou ainda que o valor será somado às demais despesas de R$ 3,9 bilhões que o Estado deve a fornecedores, prestadores de serviço, empresas que venderam e entregaram medicamentos, forneceram combustíveis para viaturas e ambulâncias, além de serviços médicos e hospitalares, dívidas com o atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos e o repasse aos Poderes e municípios.

Por várias vezes o secretário enfatizou a caótica situação e alertou aos deputados quanto à grande responsabilidade que os Poderes têm daqui para frente, no sentido de cooperar ao máximo possível para alavancar a economia de Mato Grosso. Foi incisivo ao dizer que “o Estado está quebrado, porém, Mato Grosso não está”.

Além da situação econômica, o secretário destacou o desafio que está por vir, para colocar em prática as novas medidas estudadas pelo governador Mauro Mendes (DEM) e sua equipe, em relação à Saúde, Educação e Segurança, consideradas as principais prioridades do momento. “Se trabalharmos muito, com fé em Deus, vamos reerguer esse Estado. Levantando cada tijolo, cada parede que está no chão”, completou.

Em relação à Saúde, afirmou que não haverá novas construções de hospitais em Mato Grosso se não houver pleno funcionamento de todos os Hospitais Regionais e as unidades de saúde pertencentes ao Estado. Disse que a Educação é outra área que receberá toda a atenção necessária da gestão. “Temos 763 unidades escolares no Estado e a grande maioria precisa de reforma. Precisamos também melhorar os nossos indicadores nas avaliações nacionais. Não podemos ter o segundo melhor salário para os profissionais de educação e não estarmos entre os cinco melhores Estados do país na qualidade do ensino. Nossa média do IDEB para o ensino médio é de apenas 3,2 pontos, enquanto a meta do Ministério da Educação era de 4,7 pontos, em 2017. Isso é inconcebível”, ratificou.

“O mesmo ocorre na Segurança Pública. O Estado remunera muito bem seus servidores. Os Policiais tanto militares como civis tem remuneração acima da média nacional. E precisamos converter essa valorização profissional em prol da sociedade, levando a tão esperada segurança a todos os cantos desse Estado”, completou.

O discurso do governador, que teve o secretário como representante, foi finalizado com lembretes de responsabilidades de cada Poder: “Mato Grosso espera muito dos senhores, Mato Grosso espera muito de nós. Vamos lembrar todos os dias que nesse Estado existem 3,4 milhões de mato-grossenses que querem um Governo que cumpra o seu papel. Para isso, precisamos da Assembleia Legislativa, para dar respostas e atender a cada mato-grossense”.


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