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Wellaton alega que mandou ex-chefe usar VI para pagar despesas do gabinete em Cuiabá

Leonardo Heitor

O vereador Felipe Wellaton (PV) usou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá na manhã desta terça-feira para se defender das acusações feitas pelo seu ex-chefe de gabinete, Jadson Nazário de Freitas, de que o parlamentar o obrigava a devolver a verba indenizatória (VI) da qual o assessor tinha direito. Wellaton afirmou em seu discurso que irá provar sua honestidade judicialmente e declarou que não há nada que desabone a conduta dele enquanto parlamentar.

Ele também apontou que as acusações feitas contra ele são pelo fato de fazer oposição ao prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). “Vou disponibilizar ao Poder Judiciário, se necessário, o acesso a todas as minhas contas bancárias, pois estará provado que jamais recebi verbas indenizatórias. É preciso deixar claro que a VI não era e nem é uma remuneração pessoal do chefe de gabinete, nem do vereador. Ficou estabelecido e combinado que ela é para pagar despesas do gabinete”, disse.

Segundo o parlamentar, a acusação feita por Jadson de que ele teria transferido dinheiro para Jeferson Luiz Junglaus, que era o executor de uma obra no parque das Águas, onde Wellaton é dono do Açaí das Águas, é fantasiosa. “Não passa de uma espalhafatosa mentira. Determinei sim o pagamento de R$ 3 mil ao senhor Jeferson Luiz, que foi o responsável técnico para fazer para o meu gabinete o aplicativo “Pra Cima” com o qual tenho tido contato com meus eleitores”, explicou o parlamentar.

Felipe Wellaton afirmou que as acusações feitas pelo seu ex-chefe de gabinete seriam motivadas por mágoas por ele ter sido demitido, além de apoiadas por um empresário que, segundo o parlamentar, recebe dinheiro público da Prefeitura de Cuiabá para “brigar” em redes sociais. “É preciso registrar que as redes sociais mostram claramente que a denúncia do meu ex-chefe de gabinete é, primeiro por ele estar magoado por ter sido demitido, e segundo, porque um dos empresários que recebe dinheiro público da Prefeitura, o Palmiro Pimenta, que foi apoiador da campanha do Emanuel Pinheiro, não esconde o porquê me ameaça. A verdade virá a tona”, completou.

O Ministério Público Estadual já abriu uma investigação da denúncia. Jadson alegou que usou recuros de Verba Indenizatória, no valor de R$ 4,2 mil, para bancar despesas pessoais do parlamentar como por exemplo a construção da lanchonete no Parque das Águas e também a reforma do motor de uma caminhonete.(FolhaMax)


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