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PSDB avalia que nenhum pré-candidato empolgou e aposta em DEM com Taques

DIEGO FREDERICI

O deputado federal Nilson Leitão (PSDB), disse que “até agora não apareceu nenhum adversário que empolgasse o eleitor”, em referência ao seu colega de partido e pré-candidato a reeleição, o governador Pedro Taques (PSDB). A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Capital na manhã desta segunda-feira (14).

O parlamentar do PSDB avalia que as eleições de 2018 são “um jogo que ainda não começou direito”. Até o momento, apenas o senador Wellington Fagundes (PR), e o ex-prefeito de Sorriso (418 km de Cuiabá), Dilceu Rossato (PSL), vem tentando emplacar uma candidatura ao Governo do Estado. “Até agora não apareceu nenhum adversário que empolgasse o eleitor mato-grossense. É um jogo que ainda não começou direito”, disse o deputado federal.

O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde (354 km da Capital), Otaviano Pivetta (PDT), também tem se colocado como “opção”. Porém, faz parte de um grupo político que está à sombra de uma eventual candidatura do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), apontado como aquele que teria mais chances de vencer o governador Pedro Taques nas próximas eleições.

Mendes, porém, tem alegado “problemas pessoais” para não “botar o bloco na rua”. Nesse sentido, Nilson Leitão – que junto a Pedro Taques, em novembro de 2017, protagonizou uma “briga” dentro do PSDB por mais espaço -, pode ter enviado um recado ao “indeciso” ex-prefeito de Cuiabá. “Pode ser que apareça alguém e mexa tudo nesse tabuleiro. Mas ainda não apareceu. As pesquisas estão muito mais para um eleitor indeciso, indefinido, do que um eleitor empolgado com qualquer nome”, analisou o parlamentar.

DEMOCRATAS

Nilson Leitão também comentou a “debandada” de ex-aliados de Taques para outros grupos – caso do ex-vice-governador, Carlos Fávaro (PSD), além de Otaviano Pivetta e Mauro Mendes, que foram coordenadores da campanha vitoriosa do atual Chefe do Executivo nas eleições de 2014. O deputado federal não descartou, inclusive, uma aliança com o Democratas (DEM) em razão da possibilidade de uma composição em nível nacional entre o PSDB e o partido, que durante vários ciclos políticos – desde o Governo Fernando Henrique Cardoso até as gestões petistas -, sempre estiveram “do mesmo lado”.

O DEM de Mato Grosso está dividido entre o grupo que apoia a continuidade da aliança com Pedro Taques, cujo maior entusiasta é o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, e a “panelinha” que defende a ruptura com o chefe do Executivo, que incluem o ex-governador Júlio Campos e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes. “O cenário nacional ainda não se fechou. Tem muita cosia a acontecer ai pra frente. Por exemplo o DEM. Mesmo com algumas criticas pontuais, o presidente Rodrigo Maia, ofereceu um jantar. Eu como líder da bancada fui convidado. O DEM estando novamente dentro dessa coligação, que sempre esteve, desde quando a democracia voltou a reinar no Brasil, estando de novo nacionalmente, tem muita chance de estar localmente”, afirmou.


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