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TJ mantém bloqueio de R$ 27 milhões contra investigados da Bereré

A Gazeta

Por maioria de votos, o Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a decisão que determinou o bloqueio de R$ 27,7 milhões das contas e bens de 17 alvos da Operação Bereré. Os magistrados retomaram nesta quinta-feira (12) o julgamento de dois agravos regimentais apresentados por duas empresas e outras duas pessoas alcançadas pela decisão proferida pelo desembargador José Zuquim Nogueira, atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual (MP).

Apresentaram recursos as empresas União Transportes Ltda e EIG Mercados, juntamente com seus dois sócios, José Henrique Ferreira Gonçalves e José Ferreira Gonçalves Neto. Os agravos começaram a ser analisados no último dia 22 de março, mas a conclusão dos julgamentos não ocorreu por conta de um pedido de vista apresentado pelo desembargador Orlando Perri.

Além das duas empresas e dos dois sócios, o bloqueio atingiu os deputados Eduardo Botelho (DEM) e Mauro Savi (DEM), o ex-deputado federal Pedro Henry, além de Marcelo da Costa e Silva, Antônio Eduardo da Costa e Silva, Claudemir Pereira dos Santos, Dauton Luiz Santos Vasconcellos, Roque Anildo Reinheimer, Merison Marcos Amaro, Gladis Polla Reinheimer, Janaína Polla Reinheimer, Juliana Polla Reinheimer e a empresa Santos Treinamento e Capacitação de Pessoal Ltda.

As investigações apontam para o pagamento de propina a diversas pessoas com base no valor arrecadado pela FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação Ltda, atual EIG Mercados, responsável pelo registro de contratos de financiamentos de veículos junto ao Detran.

Parte do lucro da empresa era repassado aos investigados por meio de uma suposta empresa de fachada, a Santos Treinamento e Capacitação de Pessoal Ltda, cujos sócios eram beneficiários do esquema ou “laranjas”. O bloqueio foi pedido pelos promotores do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco) e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). O valor foi calculado com base nas provas já obtidas com a quebra de sigilo bancário de investigados.


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