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Deputados do PSD apoiam Taques e Fávaro é chamado de ‘traidor’

Pablo Rodrigo do GD

Contrariados com a decisão partidária de declarar “independência” ao governo Pedro Taques (PSDB), 4 dos 5 deputados estaduais do PSD, criticaram a postura do presidente estadual da sigla, o vice-governador Carlos Fávaro.

As críticas foram feitas diretamente ao governador Pedro Taques. Gilmar Fabris, Wagner Ramos, Nininho e Pedro Satélite, estiveram reunidos com Taques na manhã desta quinta-feira (22), e aproveitaram para reprovarem a postura de Fávaro, que nos últimos dias vem aumentando as críticas ao governo tucano.

Alguns parlamentares classificaram Fávaro como “taridor” e “oportunista”, já que a decisão de “independência” foi tomada a pouco meses de terminar o mandato.

Conforme apurou o Gazeta Digital, a bancada acredita que essa decisão tomada e liderada por Fávaro teve influência da oposição. “Ele está falando que tem apoio do Eraí e do Blairo Maggi. Sabemos que isso é mentira”, disse um parlamentar durante o encontro.

Pedro Taques disse que o encontro foi muito bom e agradeceu a confiança dos parlamentares. “Os quatro deputados do PSD me disseram que estão comigo e que não concordam com a decisão que o partido dele tomaram. Agradeço a confiança e o respeito comigo”, disse o governador rapidamente.

A decisão de independência ocorreu nesta quarta-feira (21) após 5 horas de reunião. A legenda decidiu entregar os cargos ao governador para buscar o melhor projeto político e aliança para as eleições de outubro deste ano.

A decisão foi o caminho encontrado para que a sigla não saísse rachada, já que uma ala defendia a permanência na base de Taques e outra ala o rompimento em definitivo.

“Nós decidimos entregar os cargos ao governador e a direção me deliberou a autonomia para construirmos o melhor projeto para o PSD. Seja na base com o governador, um caminho próprio ou até um diálogo com a oposição”, disse Carlos Fávaro.

Ele afirma que o partido saiu coeso após ter ouvido todas as lideranças e decidiu encaminhar a independência antes do dia 7 abril, quando se encerra a janela partidária. “Vamos deixar o governador à vontade em relação aos cargos”.


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