Miraflores Palace/Handout via REUTERS

Chavismo obriga partidos da oposição a fazer novo registro eleitoral

Mundo ao Minuto

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, dominado por partidários do ditador Nicolás Maduro, determinou nesta quinta (11) que os principais partidos da oposição devem voltar a se registrar para participar de eleições.

O Primeiro Justiça (centro-direita), o Vontade Popular (direita) e o Ação Democrática (centro) boicotaram o pleito municipal de dezembro por considerarem o órgão enviesado e, por isso, a votação seria fraudulenta.

O CNE ratifica o decreto da Assembleia Constituinte, totalmente composta por chavistas, que determina às siglas a revalidação se não concorrem a uma eleição qualquer, em vez de pleito nacional, como previa a lei anterior.

Com isso, eles terão que reunir o apoio de 1% do eleitorado, ou cerca de 200 mil pessoas, em 27 e 28 de janeiro para poder concorrer às eleições presidenciais, que devem ser antecipadas pelo regime de Maduro.

As agremiações foram as mais envolvidas nas manifestações antichavistas de abril a julho e são comandadas pelos principais líderes opositores. O ex-prefeito Leopoldo López, em prisão domiciliar, é o chefe do Vontade Popular.

O ex-candidato Henrique Capriles, que teve os direitos políticos cassados por 15 anos, e o ex-presidente da Assembleia Nacional Julio Borges são do Primeiro Justiça e o Ação Democrática é comandada pelo deputado Henry Ramos Allup, antecessor de Borges no comando do Legislativo.

Os quatro são cotados a serem candidatos presidenciais. A renovação da diretoria do CNE, que tem quatro chavistas entre os cinco diretores, é uma das principais exigências da oposição nas negociações com o regime.

As duas partes voltaram nesta quinta às discussões na República Dominicana e mediadas por Chile, México, Bolívia, Nicarágua e São Vicente e Granadinas, no Caribe. As delegações continuam as reuniões nesta sexta (12).

O negociador-chefe da oposição, Luis Florido, disse que não haverá avanços se os três partidos forem proibidos. “A ditadura de Maduro desenha e pretende consolidar uma oposição de conveniência. Isso não vai parar a luta que empreendemos em nossas organizações por eleições limpas.” Com informações da Folhapress.


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