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Wilson diz que aliados têm que se curvar a projeto para reeleger Taques

RepórterMT

O secretário de Estado de Cidades, Wilson Santos (PSDB), alertou os aliados tucanos que a prioridade do grupo deve ser pela reeleição do governador Pedro Taques (PSDB). A afirmação de Wilson vai contra o projeto de candidatura ao Senado, pleiteado pelo deputado federal Nilson Leitão (PSDB).

Leitão lançou a pré-candidatura ao Senado e desagradou Taques, que teria as negociações com outros partidos aliados prejudicadas, uma vez que outras siglas também têm nomes para disputar as duas vagas de senador para Mato Grosso.

Wilson pontuou que o desejo de Leitão é legítimo, porém deve passar antes pelo crivo do próprio partido, já que todos os projetos individuais estão abaixo da reeleição de Taques.

“Crises internas são comuns, não será a primeira, vai ser solucionada e não será a última. Os partidos têm suas correntes divergentes e é isso que nos faz avançar, sentar e encontrar um denominador comum. Agora, o projeto principal do partido é a reeleição do governador”, afirmou.

As discussões internas fizeram Taques cogitar deixar o ninho tucano e conversas de bastidores ainda apontam que o governador estuda migrar para outro partido, sendo cotado o PPS.

“Acho que Taques continua no PSDB. Os projetos de Nilson, Wilson, Paulo [Borges], [Guilherme] Maluf, Saturnino [Masson] e Baiano Filho têm que estar abaixo da reeleição de Taques. Dentro do ninho cada um tem seu projeto individual, mas vai ter que se curvar ao projeto coletivo”, disse Wilson Santos.

Para o secretário, as negociações com os partidos aliados também não devem ficar prejudicadas, justamente porque os correligionários deverão acatar o entendimento pela reeleição de Taques.

Além disso, o governador conseguirá manter o grupo coeso, mesmo diante de tantos nomes pleiteando poucas vagas. Disputam dentro do grupo as duas vagas ao Senado, além de Leitão, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), o secretário de Assuntos Extraordinários de Várzea Grande, Jayme Campos, e o vice-governador Carlos Fávaro (PSD).

“Este período que antecipa as eleições é um período cheio de teses, elucubrações e é natural que isso aconteça, aumentando ainda mais daqui para frente. Mas, Taques tem habilidade para manter todos que o levaram a vitória unidos. O grupo será mantido, pois o governador é habilidoso, paciencioso e tem capacidade de superar e de crescer diante dos desafios. Esse talento dele vai fazer com que o grupo se entenda. Tem vaga para todos e a reedição da aliança é tudo que nossos adversários não querem”, declarou o titular da Secid.

Segundo ele, os partidos de oposição são quem criam as dissidências para tentar “roubar” nomes aliados.

“Eles sonham com nomes da base aliada. Mas todos no grupo temos que ter o entendimento de que não é possível deixar que voltem a saquear o Estado. Mato Grosso precisa continuar mudando e não podemos permitir que o grupo que governou o Estado há pouco tempo retorne”, asseverou Wilson.


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