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Percival Muniz não acredita na saída de Taques do PSDB

Rafael Costa do DC

O presidente do diretório estadual do PPS, ex-deputado estadual e ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz, revelou que foi procurado nos últimos dias pelos secretários de Estado Marcos Marrafon (Educação) e Max Russi (Casa Civil), para avaliar a possibilidade de o grupo político do governador Pedro Taques migrar do PSDB para o PPS.

Embora tenha confirmado o diálogo, Percival Muniz não ofereceu maiores detalhes, mas disse que considera improvável a saída de Taques do PSDB.

Ao mesmo tempo, ressalta que o PPS está focado neste momento em priorizar a formação de candidaturas a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, principalmente após dois eventos programados pelo PPS nacional nos próximos meses.

“Tivemos uma conversa em Rondonópolis a respeito disso. Mas, avisei que não acredito na saída do Taques do PSDB. Além disso, o PPS está de olho nas eleições de 2018 buscando se fortalecer para a montagem de chapas proporcionais”, declarou.

Percival Muniz ressaltou, por outro lado, que o PPS está de portas abertas para uma eventual filiação. No entanto, destaca que uma eventual adesão ao PPS não representa a certeza de uma candidatura majoritária.

“A filiação de um governador é bem-vinda em qualquer partido. Mas é bom deixar claro que um projeto majoritário demanda tempo de construção. Exige diálogo com as bases, costura de alianças. Por isso, considero improvável que o Taques saía do PSDB”, disse.

A última vez que o PPS conseguiu eleger um governador em Mato Grosso foi no ano de 2002, quando o empresário Blairo Maggi, atual ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, saltou de 3% das intenções de votos para sagrar-se vitorioso em primeiro turno numa disputa eleitoral travada com o grupo político do ex-governador Dante de Oliveira (já falecido).

Em 2006, após divergências com o diretório nacional em razão do apoio à reeleição do petista Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial, Blairo Maggi migrou para o Partido da República (PR), que havia surgido após uma fusão do PL com o Prona.

Nas últimas semanas, comentou-se nos bastidores que a possibilidade de o deputado federal Nilson Leitão trabalhar sua candidatura ao Senado pelo PSDB, poderia levar o governador Pedro Taques a deixar o partido, ainda mais por conta da divergência de ambos.

“Se existe alguma diferença, até as eleições serão superadas”, avalia Percival Muniz.


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