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Candidatos ligados ao agronegócio fazem doações milionárias para suas campanhas

Savio Saviola

Diante da proibição do financiamento privado de campanha eleitoral, o que resultou em uma drástica redução no custo da campanha eleitoral, os candidatos a prefeito nos municípios que tem o agronegócio como principal atividade são responsáveis por realizar investimentos pesados do próprio bolso na esperança de conquistar um mandato de quatro anos como chefe do Executivo no município.

Em Lucas do Rio Verde, o candidato Flori Luiz Binotti (PSD), doou R$ 1,012 milhão para sua própria campanha eleitoral, o que corresponde a 97,99% dos recursos arrecadados. Outros R$ 20,8 mil são resultado de doação de pessoas físicas.

O prefeito e candidato à reeleição, considerado um dos empresários mais bem sucedidos do agronegócio, Otaviano Pivetta (PSB), doou para a própria campanha R$ 243,500 mil, o que corresponde a 97,79% do montante arrecadado. Outros R$ 5,5 mil são de pessoas físicas.

Em Rondonópolis, terceiro maior colégio eleitoral de Mato Grosso, o ex-governador Rogério Salles (PSDB) aplicou R$ 200 mil em sua campanha eleitoral, índice de 29,71% do montante arrecadado. Do total de R$ 673,100 mil, a doação de pessoas físicas corresponde a R$ 473 mil.

Já o prefeito e candidato à reeleição Percival Muniz (PPS) doou do próprio bolso R$ 120 mil dos R$ 364,050 mil arrecadados.

Em Nova Mutum, município onde a eleição se transformou em homologação pois uma única candidatura foi registrada que é o atual prefeito Adriano Pivetta (PDT), o próprio candidato investiu R$ 73,5 mil, o que corresponde a 95,21% do dinheiro arrecadado.


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