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Phelps conquista 23ª medalha, e Brasil é 5º no 4x100m livre

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A coleção não para de aumentar. Maior nome olímpico da história, Michael Phelps segue colecionando feitos, números e recordes. Na noite deste domingo, o americano estreou na Olimpíada do Rio de Janeiro da maneira que gosta. O nadador de 31 anos, que em quatro edições dos Jogos Olímpicos assombrou o mundo com 22 medalhas, sendo 18 de ouro, vai ter que aumentar o espaço na parede de casa para pendurar, ao menos, mais uma. No revezamento 4x100m livre, ele foi o segundo atleta dos Estados Unidos a cair na água e ajudou a equipe a vencer a prova. A França ficou com o prata, e a Austrália com o bronze, enquanto o Brasil terminou na quinta colocação. O mito das águas agora tem 19 medalhas de ouro e 23 no total.

Quem poderia imaginar que Michael Phelps não pararia na 22ª medalha, em Londres 2012? Quem arriscaria dizer que a 23ª seria conquistada no Rio, na primeira Olimpíada da América do Sul? E que ele ainda teria como torcedor ilustre nas arquibancadas o seu primeiro filho: Boomer? O roteiro da carreira do maior atleta olímpico segue ganhando nuances incríveis e surpreendentes. A última delas veio com esta vitória no revezamento 4x100m livre. O americano voltou a voar dentro das piscinas. Segundo a entrar na água, completou sua parcial de 100m em 47s12 (a terceiira melhor de toda a prova) e foi fundamental para o quarteto americano vencer a prova, com o tempo de 3m09s92. Quando conferiu a vitória no placar, Phelps vibrou muito, como se estivesse conquistando a sua primeira medalha olímpica.

– Foi uma loucura. Estava em pé em cima do bloco, enquanto Caeleb (Dressel, o primeiro a cair na água pelos EUA) foi chegando e, honestamente, pensei que meu coração ia explodir fora do meu peito – contou ainda eufórico Michal Phelps.

A Rio 2016 marcará a despedida definitiva do nadador. Quatro anos atrás, depois de Londres 2012, ele também anunciou aposentadoria. Se afastou das piscinas, sofreu com o vício em álcool e com a depressão. Mas voltou e pode encerrar a carreira por cima. Além da medalha desta noite, ele briga pelo inédito tetracampeonato dos 100m borboleta e dos 200m medley e pelo tri nos 200m borboleta. Além disso, deve nadar os 4x100m medley e os 4x200m livre.

Na mesma prova que Michael Phelps levou sua primeira medalha, o Brasil não conseguiu voltar ao pódio. Em uma final dos 4x100m livre depois de 16 anos, a equipe brasileira terminou na quinta colocação. Os brasileiros se classificaram para a decisão exatamente com o quinto tempo e chegaram a alterar a estratégia. Pela tarde, o quarteto foi formado por Marcelo Chierighini, Nicolas Nilo, Gabriel Santos e Matheus Santana, mas para a final, Santana foi substituído por João de Lucca. Ainda assim, o grupo não conseguiu repetir o feito de Gustavo Borges, Fernando Scherer, Carlos Jayme e Edvaldo Valério, que em Sydney 2000, conquistou a medalha de bronze.

– Primeiro é olhar pelo lado positivo: fazia tempo que a gente não pegava uma final. Fechamos em quinto lugar em uma prova muito forte, mais forte do que a gente imaginava. É claro que a gente queria dividir o pódio com o pessoal, mas foi uma experiência muito boa, dentro de casa. Não sobrou nada, foi difícil até de vir até aqui falar com você – contou Nicolas Oliveira, o mais experiente da equipe.


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