"> Wellington detona projeto de Medeiros para proibir operações policiais contra cadidatos; deputado recua de proposta – CanalMT

Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Montagem/GD

O senador Wellington Fagundes (PL) criticou a proposta do deputado federal José Medeiros (PL) para proibir operações policiais durante o período eleitoral. Fagundes disse que o cidadão não aceita esse tipo de pensamento enquanto sofre com os prejuízos da corrupção. A fala rebate uma declaração de Medeiros, que apresentaria projeto impedindo que candidatos e pré-candidatos fossem alvos de ações policiais.

Após a repercussão da fala, a assessoria do deputado federal, que é candidato ao Senado, disse que o parlamentar desistiu de apresentar o projeto de lei.

 

A fala de Fagundes ocorreu no Senado, enquanto criticava o ex-governador Mauro Mendes (União) e citava casos que ele acredita que deveriam ser investigados durante a gestão. Ele rebateu a acusação de uso político da operação policial e reprovou a proposta de Medeiros sem citar seu nome.

“Quero dar uma satisfação para a população do meu estado para não vir alguém amanhã dizer que é inoportuno fazer uma investigação em período eleitoral. Como se alguém que roubar durante a campanha não pudesse ser investigado. Isso é um absurdo. Que me desculpem quem tem a ousadia de fazer uma afirmação como essa. A população exige uma resposta porque o cidadão que está lá pagando imposto não aceita, porque ele está sofrendo”, disse Wellington em fala no plenário do Senado, em sessão realizada nesta quarta-feira (12).

 

A declaração do senador responde a uma declaração de José Medeiros, na terça-feira (11). Em conversa com jornalistas depois de deixar um encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente da República, Medeiros foi questionado sobre a influência da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, na campanha em Mato Grosso.

“É uma preocupação de todos os candidatos. Inclusive, coloquei um projeto que diz o seguinte: ninguém vai morrer se deixar de ser feita [a operação] seis meses antes do período eleitoral. Eu penso que teve todo o tempo do mundo e terá todo o tempo do mundo para se fazer todas as operações possíveis antes do período eleitoral”, disse Medeiros à imprensa nacional. A íntegra da declaração foi publicada pelo portal BNews, da Bahia.

“Isso se torna um problema. Não é só a questão do cara em si que estiver envolvido em qualquer investigação. Isso reflete em todas as outras candidaturas da coligação, é terrível. A gente precisa chegar num momento de segurança jurídica nesse país”, completou o deputado.

Na conversa, Medeiros deu a entender que a operação foi deflagrada com a intenção de interferir na disputa em Mato Grosso e que o seu projeto quer proibir as ações da polícia nos seis meses que antecedem o pleito.

“Em que pese ser meu adversário [referência a Mauro Mendes, candidato a senador e alvo da investigação], é uma operação no dia do registro das candidaturas. É muita coincidência para ser só coincidência. O que ocorre: eu tenho um projeto para que, no ano eleitoral, as operações tenham que ser feitas até seis meses antes contra o cara que é candidato. Depois, só após a eleição”, concluiu.


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