Uma jovem de 22 anos, identificada como Ana Claudia dos Santos Veiga, foi assassinada na madrugada deste sábado (13), em Nova Bandeirantes, no norte de Mato Grosso. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, de 34 anos, que foi localizado e preso horas depois no município de Alta Floresta.
Segundo informações da Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 5h da manhã. Após o homicídio, o suspeito deixou a cidade levando o filho do casal, uma criança de apenas dois anos, e seguiu para Alta Floresta na tentativa de se esconder.
Durante depoimento aos policiais, o homem afirmou que mantinha um relacionamento com a vítima há cerca de cinco anos. Ele alegou ter cometido o crime após uma discussão motivada por ciúmes. Conforme relatado, a jovem foi atacada com um facão dentro da residência onde o casal vivia.
As investigações apontam ainda que, após o assassinato, o suspeito tentou ocultar o corpo da vítima, colocando-o em uma fossa localizada no quintal da propriedade. Em seguida, contratou um serviço de táxi para deixar a cidade.
A prisão ocorreu durante ações da Operação Escudo Feminino, iniciativa desenvolvida pelas forças de segurança de Mato Grosso para combater crimes de violência contra a mulher. Ao chegar à casa de familiares em Alta Floresta, o suspeito teria sido convencido por parentes a se entregar às autoridades.
Com a informação do paradeiro do homem, equipes da Polícia Militar se deslocaram até o endereço indicado. No local, ele foi encontrado e confessou tanto o homicídio quanto a ocultação do cadáver.
Após a confissão, policiais de Nova Bandeirantes foram acionados e confirmaram a localização do corpo da vítima no local indicado pelo suspeito. A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), enquanto a Polícia Civil iniciou os procedimentos investigativos.
O homem foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Alta Floresta, onde permanece à disposição da Justiça. Ele deverá responder pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.
A situação da criança será acompanhada pelo Conselho Tutelar, que deverá adotar as medidas necessárias para garantir a proteção e assistência ao menor.



