Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Francinei Marans
Presidente do Instituto Dante de Oliveira, o ex-vereador Leonardo de Oliveira afirmou que irá protocolar um ofício, na manhã desta quinta-feira (22), pedindo a retirada do memorial em homenagem ao ex-governador de Mato Grosso. A decisão pela mudança foi tomada após uma confusão com a Prefeitura de Cuiabá, que retirou peças do acervo localizado na Praça Rachid Jaudy, em Cuiabá, no dia em que a matriarca da família, Maria Benedita Martins de Oliveira, mãe de Dante, morreu aos 104 anos.
Na semana passada, o Instituto emitiu nota de repúdio contra a prefeitura pela retirada de peças do memorial Dante de Oliveira. Segundo a entidade, a remoção aconteceu diante da família enlutada e sem aviso prévio. Em sua defesa, o Município explicou que as peças foram retiradas para limpeza e recolocadas em seguida.
Na ocasião, a prefeitura alegou que “nenhum item foi descartado, perdido ou retirado de forma definitiva e que o material passou apenas por remoção temporária, necessária para procedimentos emergenciais de limpeza, conservação e reorganização do espaço físico”.
Atualmente, o memorial está localizado no mesmo prédio que funciona a Secretaria Municipal do Trabalho. Ao GD, Leonardo disse que o novo espaço não representa a história de Dante, além de ter “cara de secretaria”, e não de um memorial que honre a história do ex-governador.
Ainda segundo ele, inicialmente, as peças do memorial serão recolhidas e o Instituto irá avaliar um novo local para o acervo. A casa da Dona Maria e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) são espaços cogitados.
O presidente do Instituto também contestou a ação da gestão municipal, dizendo que ela aconteceu sem um contato prévio com o Instituto.
O prefeito Abilio Brunini (PL), na última semana, chegou a dizer que a Praça Rachid Jaudy havia se tornado um ambiente para “usuários de droga, moradores de rua e de assédio contra as mulheres”.
Dante é um dos políticos mato-grossenses mais conhecidos do país, principalmente por sua atuação no projeto da Diretas Já, que restabeleceu voto popular após Ditadura Militar. Ele foi prefeito de Cuiabá, governador e senador.
Outro lado
A Prefeitura de Cuiabá foi procurada e questionada sobre a mudança, mas não encaminhou resposta até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para manifestação.



