Uma ‘brincadeira’ que parece, inicialmente, algo normal ou sem nenhuma gravidade, o ‘Bullying” é um problema grave e recorrente no mundo todo, principalmente no ambiente escolar, onde há um terreno fértil para sua propagação e constância.
O termo bullying vem do verbo em inglês to bully, que significa intimidar, oprimir ou amedrontar e é utilizado para caracterizar situações em que uma pessoa agride a outra intencionalmente, de forma sutil e com maldade. As agressões podem ser tanto verbais quanto físicas e são feitas frequentemente, a fim de deixar a vítima vulnerável e humilhada. O bullying se manifesta geralmente através de xingamentos, coações, piadas, fofocas, comentários maldosos a respeito de uma determinada pessoa.
Nas escolas, é comum esse fenômeno, tanto nos corredores pátios e nas salas de aula e, ultimamente, há uma corrente muito forte para combater esse mal, que além das gozações e comentários jocosos, se observa, ainda e frequentemente, através de agressões físicas, como empurrões, tapas, chutes e outros exemplos de violência física.
Na escola onde atuamos, procuramos sempre conversar com os alunos à respeito desse tema, procurando esclarecer que cada pessoa tem a sua importância e que é preciso respeitar as diferenças.
Essas e outras questões precisam ser respondidas e debatidas para que se consiga diminuir o número assombroso dessa prática. Para saber lidar com essas situações e melhorar a convivência entre os alunos nas escolas, os profissionais de educação, bem como psicólogos e os pais devem estar atentos a essa realidade. Hoje em dia há maneiras de aprender conceitos e técnicas para ajudar alunos que vão além das cartilhas oficiais e matérias em revistas e contando exemplos para que cada aluno, praticante ou não do bullying, reflita sobre o assunto e possa também transmitir boas maneiras e respeito aos demais amiguinhos do ambiente escolar.
O bullying pode ocorrer em qualquer ambiente onde há convívio coletivo, porém, a escola é onde mais acontecem casos preocupantes. Quem passa por isso tende a não ter mais vontade de estudar ou ir à escola, se isolar e mudar de comportamento até mesmo em casa. Como se vê são fatos graves que além de todos os males, ainda podem provocar traumas profundos.
Samuel Duarte de Souza – É Graduado em Pedagogia, com Especialização em Piscopedagoia clínica e institucional. É Educador na Secretaria de Educação de Cuiabá