Procuradores estaduais dos Estados Unidos entraram com um novo processo contra o Google nesta quarta-feira (7) por práticas consideradas anticompetitivas, de acordo com informações da agência Reuters.
A ação foi movida em um tribunal da Califórnia. As novas acusações são relacionadas a violações das leis antitruste na loja de aplicativo do sistema Android, a Play Store.
As autoridades consideraram desleal a cobrança de uma taxa de 15% ou 30% realizada pelo Google nas transações de sua plataforma. O montante é descontado dos desenvolvedores nas compras de apps, por exemplo.
Em agosto, a Epic Games, criadora do jogo “Fortnite”, processou o Google por motivos semelhantes, alegando que as práticas da empresa aumentaram os preços para os consumidores. Essa ação, no entanto, foi ofuscada por uma disputa paralela contra a Apple.
O Google tem sofrido menos pressão dos reguladores sobre a sua loja de aplicativos do que a Apple. Isso porque o Android permite alternativas na instalação dos programas, ao contrário da fabricante do iPhone.
A empresa usou esse argumento para se defender das acusações das autoridades americanas. Em nota, o Google disse que o processo “não tem mérito” por ignorar a competitividade proporcionada no Android para a instalação de apps.
O novo processo é mais um dentro de uma série ações de autoridades governamentais contra a gigante da tecnologia. Procuradores já haviam acusado a empresa por monopólio irregular em mecanismos de buscas no final de 2020.
Além disso, também existem acusações de manipulação do mercado de publicidade e uso de poder de mercado para impedir a concorrência.
Trump x Google
Nesta quarta, o Google também enfrentou acusações do ex-presidente Donald Trump. O republicano anunciou uma ação grandes empresas de tecnologia, incluindo também Facebook e Twitter, alegando que houve censura nas decisões de restringir a atuação de Trump nas plataformas.
Fonte: G1


