"> Relatório da OMS sobre CoronaVac sai na próxima semana, diz diretora da organização – CanalMT
Foto: Foto: Mayo Clinic

Relatório da OMS sobre CoronaVac sai na próxima semana, diz diretora da organização

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta sexta-feira (28) que recebeu os dados da fabricante Sinovac, da China, e que deve emitir um parecer sobre a vacina CoronaVac até a quarta-feira (2).

Mariângela Simão, diretora adjunta para acesso a medicamentos da OMS, confirmou que os relatórios da Sinovac chegaram à organização na terça-feira e que um grupo de especialistas vai avaliar se recomenda ou não a vacina CoronaVac.

A recomendação pela OMS é importante porque vários países, diferentemente do Brasil com a Anvisa, não têm agências reguladoras de medicamentos. Assim, uma vez que a organização aprova recomendar uma vacina contra o coronavírus, o imunizante pode passar a integrar o consórcio Covax Facility — que distribui vacinas em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

No Brasil, a CoronaVac — produzida em São Paulo pelo Instituto Butantan — responde pela maioria das doses aplicadas até o momento. O país também adota as vacinas da Astrazeneca e da Pfizer no combate à Covid-19.

Origem do vírus

Em entrevista coletiva nesta tarde, representantes da OMS pediram cautela quanto à hipótese de que o SARS-CoV-2, coronavírus causador da Covid-19, tenha escapado de um acidente em laboratório.

Os EUA admitiram formalmente nesta semana que estudam essa possibilidade juntamente com a hipótese da transmissão na natureza entre animais e seres humanos. O presidente Joe Biden pediu relatório sobre a origem do coronavírus e pediu mais transparência à China — país onde que registrou os primeiros casos de Covid no mundo. O governo chinês criticou a postura da Casa Branca.

O diretor-executivo de emergências da OMS, Mike Ryan, sem citar nomes nem países, pediu que os governos “não politizem” essa questão. Ele disse, ainda, que a organização considera “todas as hipóteses” sobre a origem da pandemia.

“Gostaríamos que todos separassem se puderem política da ciência. Esse processo está sendo envenenado pela política”, criticou Ryan.

Fonte: Por Lucas Vidigal, G1


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