"> Passando a régua – CanalMT
Licio Antonio Malheiros

Passando a régua

A chamada em questão, não tem nenhuma ligação com bar, botequim, “casa da mãe Joana”, ou coisa que o valha. Na finalização da prestação dos serviços aos seus clientes, como: café, almoçou jantar e por aí vai; a conta é enviada ao cliente pelos serviços prestados pelo estabelecimento comercial, através do garçom, a mesma deverá ser paga, à vista ou em débito/crédito automático.

Falo de algo maior chamado Brasil, país continental com 8.516.000 km², apontado por diversos estudos como o país com a maior biodiversidade do mundo, por encontrar em seu território, biomas ricos em espécies animais e vegetais, como a Amazônia, a Mata Atlântica, o Cerrado e o Pantanal.

Por conseguinte, detentor de uma infinidade de riquezas naturais, uma delas se destaca o minério, principalmente de ferro, bauxita (alumínio) manganês e nióbio metal valiosíssimo e raro, o Brasil detém   aproximadamente 98% das reservas desse preciosíssimo metal.

Esta narrativa por mim criada, tem como objetivo central, voltar ao caso envolvendo mais um ministro da Suprema Corte (STF), desta feita, a canetada de forma monocrática foi proferida pelo ministro Edson Fachin, na segunda-feira (8) dia em que comemorávamos o Dia Internacional da Mulher.

O referido ministro literalmente roubou a cena, ao anular as condenações do ex-presidente Lula no âmbito da Operação Lava Jato de Curitiba; o mesmo argumentou  que a 13ª Vara de Curitiba não tem competência para julgar os casos da Lava Jato envolvendo o ex-presidente Lula porque os atos julgados não aconteceram no Paraná, o magnânimo ministro da Suprema Corte (STF), diante dessas possíveis evidências, por que o mesmo então, não tomou essa decisão há  4 anos atrás?.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse na sentença que anulou as condenações do ex-presidente Lula que, “no contexto da macrocorrupção política, tão importante quanto ser imparcial é ser apartidário”, cada qual,  faça seu juízo de valores com relação à fala desse senhor, que é no mínimo contraditória, essa, é a minha modesta opinião.

O ex-presidente Lula tem contra si, uma grande quantidade de processos, neste caso específico. 1. O triplex do Guarujá- condenação em julho de 2017 (por corrupção e lavagem de dinheiro), confirmada em 2ª e 3ª instâncias, que levou o mesmo a ficar preso por 580 dias; 2. O sítio de Atibaia – condenação em fevereiro  de 2019 (sob acusação  de recebimento de propina) e confirmada em 2ª instância. 3. As doações ao Instituto Lula- neste caso, são duas ações, que ainda não foram julgadas.

Dessas três citadas a cima, ele se livrou por enquanto; e até quando essa decisão será mantida, pois ainda faltam 1 ano e 7 meses para que ocorra nova eleição para presidente no país, com essa decisão monocrática tomada por Fachin, Lula recuperou os direitos políticos e se tornou elegível; até quando?

Caso venha ser mantida essa fatídica decisão, só nos restará plagiarmos, Carlos Drummond de Andrade em seu poema José, E agora José? Publicado originalmente em 1942.

O seu poema parece mais uma profecia, do que iria acontecer no século XXI; com decisões monocráticas, sobreposições dos poderes, vaidades pessoais, e o que é pior, a tentativa exacerbada por parte de alguns poderosos, em rasgar a Carta Magna do país a Constituição Cidadã de 1988.

Portanto vamos declinar apenas duas estrofes do poema de Carlos Drummond de Andrade, E agora José? Só que no contexto atual, não se trata apenas de José e sim, de: Maria, Paula, Fernando, João, Regina, Ricardo, Sérgio, trata-se na verdade de 211,8 milhões de brasileiros.

Portanto, leiam o que Carlos Drummond de Andrade disse em seu poema  em 1942.

“E agora José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? E agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? e agora José?

Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José”, qualquer semelhança é mera coincidência, portanto,   só Deus na causa.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 


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