O dólar perdeu força na tarde desta terça-feira (9) e fechou em alta de 0,23%, cotado a R$ 5,7919, em meio a informações de que o texto da PEC Emergencial será mantido, após temores de desidratação depois de declarações do presidente Jair Bolsonaro na véspera.
Operadores repercutem informações de que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o relator da PEC na Câmara, Daniel Freitas (PSL-SC), teriam chegado a um acordo para enviar à Câmara o texto sem mudanças.
Também impactou o mercado a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de anular todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná relacionadas às investigações da Operação Lava Jato.
Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 5,8744. Veja mais cotações. No mês, a moeda acumulou avanço de 3,34%. No ano, de 11,66%.
Cenário
Com a decisão de Fachin, o ex-presidente Lula recupera os direitos políticos e volta a ser elegível para as eleições presidenciais de 2020. A decisão de Fachin será posteriormente avaliada pelo plenário do STF.
No fim de semana, a imprensa publicou levantamento do Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) segundo o qual Lula teria mais potencial de voto do que Bolsonaro.
O receio de investidores de que o governo enverede por um caminho mais populista aumentou nas últimas semanas, depois de uma série de episódios em que, para o mercado, o presidente Jair Bolsonaro agiu deixando de lado princípios de uma política econômica liberal.
Os mercados esperam ainda pela PEC Emergencial, que será discutida nesta terça-feira na Câmara, com possibilidade de ter sua admissibilidade analisada, para então ter o mérito votado em dois turnos no plenário da Casa na quarta, afirmou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Fonte: G1


