A vilipendiação dos valores: éticos, morais e institucionais em nosso país vem se tornando algo recorrente, isso já sabemos e vivemos por anos consecutivos, tanto é verdade, que já nos acostumamos a conviver com tal situação, como se isso fosse algo natural.
Voltando ao ano 2020, mais precisamente em 5 de fevereiro de 2020, quando teve início, uma constate discussão, sobre a realização ou não do Carnaval naquele ano.
O governo Federal já havia falado da existência desse vírus mortal Covid-19, e que o mesmo, se propagava de forma rápida e mortal.
Contemporizaram o vírus, movidos pela ganância exacerbada dos prefeitos e governadores, das grandes capitais do país, que naquele momento, minimizaram o poder de letalidade e propagação do vírus, pensando única e exclusivamente em aferir lucros e dividendos financeiros, pouco se importando com a saúde das pessoas.
Tanto é verdade que a maioria dos infectologistas na época, dando entrevistas na BBC News, disseram “Somos categóricos em dizer que até o momento, nada justificaria o cancelamento da folia de Carnaval, mais que era preciso ficar atentos ao avanço da doença, tanto no Brasil quanto nos países de onde viriam a maioria dos turistas para o Carnaval”, essa fala por si só, já qualifica mea-culpa dos infectologistas, porém os mesmos, não tiveram poder de decisão na realização ou não do Carnaval.
Naquele momento, já existia verdadeira simbiose entre o ministro da Saúde da época, Luiz Henrique Mandetta, endeusado por muitos, com governadores e prefeitos das grandes capitais, nas quais a rentabilidade do Carnaval era algo inimaginável; minimizando a situação Mandetta diz “não há nada específico sobre o Carnaval”.
Ele garantiu que portos e aeroportos seriam monitorados e recomendou “lavar as mãos e evitar compartilhar objetos, como copos e talheres”, ledo engano, esse Carnaval foi sim o maior propagador da Covid-19 no Brasil, graças a ganância exacerbada desses senhores.
Como se não bastasse tudo isso, já havia em curso uma predisposição por parte de alguns carnavalescos, em satirizar e macular a imagem do Cristo nosso salvador.
Tanto é verdade que em 2019, no desfile da Gavião da Fiel, em plena avenida aparece a figura caricata de um diabo arrastando pelo braço Jesus Cristo; em 2020 não foi diferente os sambas-enredo evocaram o nome de Cristo.
Nos desfiles, apareceram: o Cristo negro, em outro carro alegórico, Evelyn Bastos, rainha da bateria, desfilando Jesus Cristo como uma mulher negra, além de Nelson Sargento como José e Alcione como Maria, segundo a escola, a ideia era colocar Jesus dos oprimidos dos tempos de hoje: negros, pobres, LGBTs, mulheres, enfim, os marginais. Eles ainda afirmam, segundo as histórias bíblicas, Jesus Cristo estaria do lado da defesa dessas pessoas no dia de hoje.
Essa exposição ridícula e desnecessária de Cristo em um sambódromo, soa como verdadeiro acinte, principalmente para aquelas pessoas que nele creem, acreditam e seguem a sua doutrina.
Essa exposição, na verdade parece ser mais uma tentativa medíocre, acéfala, irracional de alguns radicais de esquerda; que usaram, como pano de fundo a figura do Cristo nosso criador e salvador, para emplacar de forma subliminar, a doentia ideologia de gênero.
Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo