"> Centralização desestabiliza relação entre Mendes e Pivetta – CanalMT
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Centralização desestabiliza relação entre Mendes e Pivetta

Lázaro Thor Borges-GD

A eleição passou não faz dois meses e a relação entre o governador eleito, Mauro Mendes (DEM), e seu vice, Otaviano Pivetta (PDT), já não é das melhores. O pedetista tem se sentido isolado e sem uma função definida no processo de transição entre as gestões, o que o estaria deixando “desanimado”. A afirmação é do presidente do PDT em Mato Grosso, Zeca Viana, em entrevista à Rádio Capital FM na manhã desta quinta-feira (22) e confirmada com outras fontes ligadas ao futuro governo pela reportagem de A Gazeta. O bilhete em que Pivetta pede que não o procurem em busca de emprego, inclusive, teria sido um dos sinais dados pelo vice.

Segundo Zeca Viana, Pivetta não quer ser privilegiado, mas, sim, aproveitado por Mendes de uma forma melhor durante este processo. “Se ele não for tendo espaço para ocupar, para que pratique suas ideias e seu conhecimento em prol do desenvolvimento do Estado, ele vai ter dificuldade de continuar no governo, disso eu tenho certeza absoluta, é a característica dele”, comentou.

Quem está nos bastidores da transição pensa o mesmo. Para fontes consultadas, Pivetta tem dado sinais constantes de descontentamento, no entanto, consideram como remota a possibilidade de o vice sair do governo por isso.

O bilhete em que Pivetta pede para que ninguém vá até ele solicitar um cargo no governo foi publicado nas redes sociais na última segunda-feira (20). “Eu não indico, nem irei nomear pessoas do governo”, diz trecho do recado que, para aliados políticos, foi uma espécie de “indireta”, já que o vice não tem tido um papel tão central assim na transição, com atribuições como coordenar alterações nas secretarias, ações de governo ou mesmo relacionada à contratações.

Na entrevista à rádio, Zeca Viana afirmou que Mendes cometerá um “suicídio político”, se permitir que Pivetta saia da gestão, como ocorreu no governo Pedro Taques (PSDB), cuja transição foi coordenada pelo atual vice eleito. O deputado ponderou, contudo, que o governador já se prontificou a dar mais espaço para o companheiro de chapa.

“Já falei com o Mauro, ele está aberto para discutir qual seria a participação e eu acho que seria uma coordenação de obras, alguma coisa que ele [Pivetta] possa aplicar sua experiência”, comentou. “Não seria no governo como um todo, seria uma coordenação que ele tivesse autonomia para fazer as coisas que tem dentro da cabeça dele dentro daquele setor”, concluiu.

Durante a campanha, Pivetta destilou uma série de críticas a Taques acusando-o de não ter feito aquilo que o grupo político que o apoiou queria, isolando os parceiros. Quando já estava no governo, Pedro Taques deixou o PDT, partido no qual foi eleito, e ingressou no PSDB. A mudança foi vista como uma traição pelos petistas o que fez com que Zeca Viana migrasse para a oposição.


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