O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito para investigar o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) por suspeita de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral (caixa dois) e prevaricação.
O inquérito foi aberto a pedido da Procuradoria Geral da República, com base na delação premiada do engenheiro Zwi Skornicki, que relatou que, em 2010, repassou R$ 300 mil ao parlamentar após autorização do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
Após a decisão de Fachin, a assessoria de Luiz Sérgio divulgou uma nota (leia a íntegra mais abaixo) na qual o deputado informou que provará a inocência dele. “Todos os recursos recebidos para as campanhas das quais participei foram devidamente declarados e aprovados pelo Tribunal Superior Eleitoral”, diz trecho da nota.
O valor foi pago, de acordo com o delator, por meio de doleiros mediante operações e em dinheiro entregue no comitê do político.
A investigação também vai apurar suspeitas, apresentadas pelo delator, envolvendo repasses, em 2012, para ajudar a campanha de uma aliada de Luiz Sérgio em Angra dos Reis (RJ) e, em 2014, para a campanha à reeleição de deputado.
Com a abertura do inquérito, será iniciada a fase de coleta de provas e, depois disso, a Procuradoria Geral terá de avaliar o caso, decidindo se denuncia o parlamentar ou se pede arquivamento das investigações. Não há prazo para isso.
Íntegra
Leia abaixo a íntegra da nota enviada pela assessoria do deputado:
Com relação à autorização para abertura de inquérito o deputado federal Luiz Sergio afirma que:
1 – Nunca recebi recursos do Sr. Zwi Skornicki, que delata para buscar o benefício da redução de sua pena.
2 – Todos os recursos recebidos para as campanhas das quais participei foram devidamente declarados e aprovados pelo Tribunal Superior Eleitoral.
3 – No decorrer do processo provarei minha total inocência.