O deputado estadual Wagner Ramos (PSD) afirmou que as gravações em que ele aparece supostamente pedindo propina ao filho do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) foi uma “armação”. Segundo ele, a reunião com Rodrigo Barbosa foi para tratar de outro assunto e não para negociar extorsão.
Nos vídeos divulgados em que o parlamentar aparece, Rodrigo afirma que na oportunidade Ramos pediu propina para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das obras da Copa “aliviasse” para o ex-governador.
“Nós vamos provar na Justiça que foi tudo uma armação. O vídeo mostra eu falando que estava de licença, não poderia e nem iria ajudar o ex-governador. A parte em que eu risco nomes da lista era o meu nome que eu estava riscando porque eu não compactuo com isso. Eu tenho uma testemunha que foi comigo no dia da reunião e sabe que o assunto se tratava de um garimpo e não CPI”, disse o social democrata.
Ramos também foi citado entre os deputados que recebia mensalinho na gestão do ex-governador. Segundo ele, o dia que o ex-chefe de gabinete, Sílvio Correia convidou os deputados para uma reunião no Palácio Paiaguás em que ele entregaria o dinheiro, ele teria “pressentido armação”.
“Eu achei muito estranho ele ter convidado os deputados para uma reunião. Pressenti que havia alguma coisa de errado que poderia ser alguma armação e não fui. E aí está a prova, no mesmo dia, ele gravou os deputados para poder incriminá-los. Se o mensalinho era mesmo regular porque havia só um vídeo de cada deputado e não vários de todos os meses?! Acho que isso deixa bem claro que foi uma tremenda armação”, disse o deputado, que também negou ter extorquido o ex-governador para que as contas do último ano de gestão do peemedebista fossem aprovadas.