"> Fraude em pagamento do Bemat favoreceu ex-deputados em R$ 6 milhões, diz Silval – CanalMT
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Fraude em pagamento do Bemat favoreceu ex-deputados em R$ 6 milhões, diz Silval

Kayza Burlin

Em um dos depoimentos prestados a Procuradoria Geral da República (PGR) no termo de colaboração premiada já homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 9 de agosto, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) narrou detalhes de uma fraude em um pagamento destinado aos ex-servidores do extinto Banco do Estado de Mato Grosso (Bemat).

De acordo com o ex-governador, de um total de R$ 22 milhões que seriam desviados, a fraude se concretizou em apenas R$ 6 milhões para quitar dívidas de campanha dos ex-deputados estaduais José Riva e Sérgio Ricardo, este último conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por imposição da Justiça.

O esquema funcionava da seguinte forma: de um total de R$ 70 milhões que seriam pagos aos advogados da Associação dos Servidores do extinto Bemat, deveria ser feita uma devolução de R$ 22 milhões ao Estado.

Enquanto deputados estaduais, José Riva e Sérgio Ricardo, contraíram dívidas de aproximadamente R$ 10 milhões com o empresário Avilmar de Araújo Costa, que operava no ramo de factoring. O dinheiro contraído por ambos serviu para custear despesas de campanha.

Após firmar um consenso e combinar o desvio com Riva e Ricardo, Silval marcou uma reunião com Avilmar. Na ocasião, os dois deputados emprestaram mais R$ 4 milhões com o empresário, a ideia seria que o novo empréstimo totalizasse R$ 18 milhões, valor a ser pago com ajuda do esquema.

“No entanto, Avilmar exigiu como garantia cheques do colaborador, tendo o colaborador entregue a ele 12 cheques no valor de R$ 1.500.000,00 cada um, tendo ainda Avilmar entregue nesse momento para o colaborador um cheque no valor de R$ 4 milhões, que era a diferença das dívidas com O valor que entraria na casa de R$ 23 milhões.”, diz o relatório sobre o depoimento de Silval.

A partir daí, o Estado começou a fazer os pagamentos. Quatro parcelas foram empenhadas. Mas uma denúncia de irregularidades levou a Justiça Federal interromper os pagamentos após ação do Ministério Público.

Neste intervalo em que prevaleceu o imbróglio judicial, os pagamentos eram feitos pelos advogados da Associação de Servidores do antigo Banco Bemat ao ex-deputado José Riva, que posteriormente repassava a Avilmar.


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