A ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz, destituída do cargo pela Assembleia Constituinte daquele país no dia 5 de agosto, participa nesta quarta-feira (23) de evento em Brasília promovido pela Procuradoria Geral da República.
Além de ter sido destituída do cargo, Díaz também perdeu o direito de exercer qualquer cargo público, teve os seus bens congelados e foi impedida de sair da Venezuela. Ela, porém, fugiu do país com o marido e, segundo o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, está sob proteção do vizinho sul-americano.
No Brasil, a ex-procuradora da Venezuela participará de um evento com representantes dos Ministérios Públicos dos países do Mercosul – do qual participam Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname.
Após a eleição da Assembleia Constituinte e da crise gerada com a oposição ao governo Nicolás Maduro, a Venezuela foi suspensa do bloco. Díaz, porém, participará do evento a convite do procurador-geral brasileiro, Rodrigo Janot.
Janot já se manifestou sobre a destituição de Luisa Ortega Díaz. No início de agosto, ele chamou de “inaceitável” e “abominável” o tratamento dado a colega.
Na ocasião, o procurador-geral brasileiro disse ainda que a Venezuela é um “estado autoritário e que interfere com o órgão de fiscalização, como é o Ministério Público”.