O deputado federal Fábio Garcia (PSB) descartou veementemente a possibilidade de o partido migrar para a oposição ao governador Pedro Taques (PSDB), após o diretório nacional referendar o retorno do deputado federal Valtenir Pereira, que estava no PMDB, e lhe conceder automaticamente a presidência do diretório estadual.
Nos últimos, o deputado Valtenir Pereira integra o bloco de oposição ao governo do Estado e seu retorno ao PSB com aval da cúpula do PMDB foi encarado como uma estratégia para levar a legenda socialista, que agrega quatro parlamentares na Assembleia Legislativa, a tornar-se oposição ao Palácio Paiaguás.
Porém, mesmo com a nova liderança estadual do partido, o deputado Fábio Garcia descarta a possibilidade de parlamentares que apoiaram a eleição de Taques se tornarem oposição ao tucano ou mudarem suas posturas em relação ao Executivo estadual.
“A Lei não vai obrigar nenhum deputado a ser oposição ou base de governo. A Lei diz que quando um parlamentar se elege por um partido, ele não pode mudar de legenda ao longo daquela candidatura, sob pena de incorrer em infidelidade partidária, a menos que tenha um motivo, como por exemplo uma perseguição ou um ato que demonstre razão para o parlamentar mudar de legenda. Então, a Lei não vai obrigar, de forma nenhuma, nenhum deputado a ser base ou oposição do governo”, declarou.
O parlamentar ressaltou que existem punições internas para aqueles que não cumprirem as normativas da direção do partido.
“Aí não é uma questão de legislação, são decisões internas do partido, do estatuto, onde o presidente dá uma determinação de ser oposição e isso não é seguido por algum parlamentar, mas isso passa por um processo, que chega ao conselho de ética do partido, para analisar quais serão as eventuais punições”.
Garcia avalia ainda que o PSB está identificado com a gestão Pedro Taques desde a campanha eleitoral de 2014, e uma mudança radical na postura do partido soaria como incompreensível pelo eleitorado.
“Nós precisamos lembrar que os candidatos do PSB apoiaram na campanha eleitoral o projeto de governo do Pedro Taques. Então, me soaria muito raro que eles pudessem ser oposição ao governo, porque seriam considerados infiéis, pois de uma hora para outra o partido radicalizou e mudou de posição. Eles estão seguindo aquilo que é o mais importante na democracia, que eles pactuaram com a população, que era apoiar o governo do Taques”, pontuou.
Questionado a respeito da saída de membros do partido com a chegada de Valtenir Pereira, Fábio Garcia revelou que filiados e parlamentares tem sido assediados por partidos como DEM, PSDB e PP. Porém considera ainda muito prematuro qualquer definição a respeito.
“Neste momento, ainda é muito prematuro para a gente começar a direcionar partido A, B ou C. Óbvio que a gente tem bom relacionamento com muitas lideranças de partidos políticos, com o senador Jaime e com o deputado Dilmar Dal Bosco, do DEM, com o governador Pedro Taques e com o deputado federal Nilson Leitão, do PSDB, com o deputado Ezequiel e com o ministro Blairo Maggi, do PP”.