"> Empresário depõem sobre caixa dois – CanalMT
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Empresário depõem sobre caixa dois

Celly Silva do GD

O empresário Alan Malouf, dono do Buffet Leila Malouf, presta depoimento à juíza Selma Rosane Santos Arruda, na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, na tarde desta quinta-feira (8) e deve confirmar ou não o que falou ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) em dezembro do ano passado sobre o conhecimento por parte do governador Pedro Taques (PSDB) da existência de caixa dois em sua campanha eleitoral em 2014.

Em relação a isso, Alan afirmou que procurou o governador logo após a prisão e Guizardi, em maio do ano passado, na operação Rêmora, preocupado em ser também um dos alvos, já que havia recebido devolução de valores referentes ao esquema de fraudes na Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc). Diante disso, tanto o governador quanto o então chefe da Casa Civil, Paulo Taques, teriam dito que “iriam dar um jeito de resolver”.

Mas o empresário disse que não observou qualquer providência por parte do chefe de Estado e seguiu sua vida. Contudo, dois meses depois, quando houve a segunda fase da operação Rêmora com a prisão do ex-secretário de Educação, Permínio Pinto, Malouf teria procurado novamente o governador no Palácio Paiaguás e este novamente teria dito que estava cuidando da questão.

Malouf teria colaborado com R$ 10 milhões e o esposo da prima dele, o empresário e delator Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora, teria doado R$ 200 mil também em caixa dois, motivos pelos quais teria se iniciado o esquema de corrupção na Seduc, com a cobrança de propina de empreiteiros que visavam concorrer às licitações de obras da pasta, já que ambos visavam reaver os “investimentos” feitos no governo tucano.

No ano passado, o empresário também disse ao Gaeco que chegou a entregar um envelope contendo dinheiro oriundo de propina da Seduc para Permínio Pinto a pedido de Giovani Guizardi. Isso teria ocorrido próximo ao Natal de 2015, em seu escritório no Buffet Leila Malouf.

Alan Malouf foi preso no dia 14 de dezembro do ano passado, na terceira fase da operação Rêmora, intitulada Grão Vizir, acusado de ser um dos mandantes do esquema na Seduc, figurando como membro do núcleo de liderança, que também seria composto por Permínio Pinto. Cada um seria destinatário de 25% da propina arrecadada junto a empreiteiros ligados ao esquema.

Ele nega essa versão e diz que apenas ajudou seu parente Giovani Guizardi a manter contato com Permínio para que pudesse concretizar seu projeto de obter obras na pasta.

O empresário passou 10 dias na base do Serviço de Operações Especiais (SOE) da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e conseguiu sair da prisão na véspera de Natal, no dia 24 de dezembro de 2016, passando para a prisão domiciliar.

Desde então, surgiram especulações sobre uma possível delação premiada, o que é negado pela defesa, patrocinada pelo advogado Huendel Rolim.


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