"> Coronel da reserva Jorge Catarino irá investigar escutas ilegais – CanalMT
Reprodução

Coronel da reserva Jorge Catarino irá investigar escutas ilegais

Da Redação

A Corregedoria da Polícia Militar definiu o coronel da reserva Jorge Catarino como o responsável pelas investigações das denúncias de grampos ilegais atribuídas a membros da corporação. A denúncia, inclusive, gerou as prisões do ex-comandante da Polícia, coronel Zaqueu Barbosa, e do cabo Gerson Luiz Correa Junior.

Inicialmente, foi definido que o coronel da reserva Denésio Pio da Silva seria o responsável pelas investigações. No entanto, ele recusou porque já atuou como advogado de Zaqueu Barbosa. Após deixar a corporação, Denésio passou a atuar como advogado em Mato Grosso.

Então, a corregedoria resolveu buscar outro oficial da reserva para liderar as investigações. No final da tarde, foi escolhido o nome de Catarino. A nomeação dele será publicada no Diário Oficial desta sexta-feira.

A publicação ainda definirá que os trabalhos devem ser construídos em até 40 dias, podendo ser prorrogáveis por mais 20.

Além da conduta dos dois militares presos, a comissão responsável pelas investigações vai apurar envolvimento de outros policiais no esquema.

Segundo as informações, já foram solicitadas informações junto a Procuradoria Geral da República e ao Tribunal de Justiça. Os dois órgãos já estão  investigando esta denúncia e deverão compartilhar provas.

GRAMPOS ILEGAIS

O caso dos grampos ilegais foi denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque à Procuradoria Geral da República (PGR), em janeiro deste ano. No documento, ele detalhou o modo como era utilizado o esquema de “barriga de aluguel”. Segundo Zaque, o Núcleo de Inteligência da Polícia Militar solicitava interceptações de eventuais criminosos – no caso, uma quadrilha de tráfico de drogas e, posteriormente de assaltantes – e incluía nomes de outros alvos, que não tinham relação com os crimes.

Na denúncia, é relatado que os grampos eram solicitados a um juiz de Cáceres pelo Ministério Público Estadual, com base em pedidos da Inteligência da Polícia Militar. De acordo com informações de bastidores, membros do alto escalão do Executivo Estadual estariam envolvidos no esquema das interceptações ilegais. Paulo Taques é apontado como um dos líderes dos pedidos irregulares de quebra de sigilos. No entanto, ele nega qualquer participação na fraude.

O esquema de interceptações telefônicas criminosas gerou repercussão nacional e foi alvo de reportagem do programa “Fantástico”, da Rede Globo. O caso causou imbróglios políticos. Logo que a situação veio à tona, Paulo Taques deixou o cargo de secretário-chefe da Casa Civil. Apesar de as notícias apontarem que o primo pudesse estar ligado ao esquema, o governador afirmou que o ex-membro de seu staff deixou a função para voltar à advocacia. O ex-secretário tornou-se o responsável pela defesa do chefe do Executivo Estadual no caso das interceptações telefônicas criminosas.

Na denúncia encaminhada por Zaque, o promotor de Justiça afirmou que o tucano cometeu o crime de prevaricação, por saber do esquema criminoso e não fazer nada para impedi-lo. O governador, porém, negou que soubesse das escutas ilegais que eram autorizadas na comarca de Cáceres.

Em 16 de maio, o chefe do Executivo protocolou denúncia contra Zaque no Ministério Público Estadual, na PGR e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Nos documentos, o tucano acusou o promotor de cometer os crimes de falsificação de documento público, prevaricação, em razão de ter deixado de praticar ato de ofício, e denunciação caluniosa.


O que achou desta matéria? Dê sua nota!:

0 votes, 0 avg. rating

Compartilhar:

Deixe uma resposta