Em meio as acaloradas discussões envolvendo o governador Pedro Taques (PSDB) e o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Antônio Joaquim, a respeito da negativa da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) em barrar informações relacionadas a exportações consideradas sigilosas pelo Palácio Paiagauás, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), afirmou que vai buscar um consenso de ambos por meio de uma reunião.
Com a proposta de levantar a “bandeira branca” e gerar o armísticio do Executivo com o TCE, Botelho revelou que já entrou em contato com o conselheiro Antônio Joaquim, que afirmou estar disposto a conversar. Falta, agora, a resposta do governador Pedro Taques.
“Vou falar com o governador. Já falei com Antonio Joaquim. Ele me disse que está pronto para sentar, que não está guardando mágoa e que se tiver cometido algum erro, que vai conversar e entrar em um entendimento. Agora, cabe ao governador abrir as portas para o diálogo”, disse o deputado.
Já falei com Antonio Joaquim. Ele me disse que não está guardando mágoa, que vai conversar. Agora, cabe ao governador abrir as portas para o diálogo
Para o parlamentar, o Estado passa por um momento de “dificuldade econômica”, e não pode enfrentar uma rixa entre chefes de poderes e instituições.
“O conselheiro Antonio Joaquim não levou para o lado pessoal. Acha que precisa sentar, conversar e negociar, porque estamos em um momento difícil, um momento em que o Estado precisa estar de mãos dadas para sair desta crise. Então, vamos conversar e apaziguar os ânimos para todos ajudarem o Estado”, afirmou.
Botelho disse não acreditar que a discussão tenha cunho político-eleitoral, conforme foi dito pelo deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), ao citar diálogos que Antônio Joaquim tem feito para ser candidato ao governo do Estado pelo PMDB nas eleições de 2018. Na avaliação do parlamentar, trata-se de um desentendimento por visões divergentes sobre trabalho.
Entretanto, avaliou que o assunto não deveria ter vindo a público.
“Eu avalio como discussões de trabalho. É normal. Os dois estão trabalhando, cada um a seu modo, e acabou acontecendo essa discussão. Aqui dentro da Assembleia, eu mesmo discuto com alguns funcionários, mas são discussões de trabalho, que não podem ser levadas para o lado pessoal. Então, não acho que tenha alguém com razão. Acho que precisa sentar, conversar e apaziguar os ânimos para tocar para frente”, disse.
“Não sei se o governador se excedeu na resposta. O que precisa é sentar e conversar. Mas acho que uma discussão dessas não deveria ter vindo a público”, completou.