O prefeito eleito de Osasco (SP), Rogério Lins (PTN), foi transferido nesta terça-feira para a Penitenciária de Tremembé (SP), no Vale do Paraíba. Ele foi preso no dia 25 de dezembro, feriado de Natal, quando desembarcava de um voo de Miami ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP). Desde então, ele permanecia na cadeia pública de Osasco.
Ao todo, são investigados 14 dos 21 parlamentares de Osasco por terem contratado funcionários sem concurso público. Os 14 políticos de 11 partidos diferentes estão presos, incluindo Lins.
Ele foi eleito prefeito de Osasco com 61,21% dos votos, superando o atual chefe do Executivo municipal, Jorge Lapas (PDT), no segundo turno.
O inquérito, que tem 117 volumes e foi iniciado em agosto de 2015, resultou em uma denúncia contra 217 pessoas, que foi desmembrada em 14 partes – uma para cada vereador. A apuração tem como base, entre outras provas, a delação premiada firmada — e homologada pela Justiça — com quatro agentes corruptos, que se comprometeram a devolver 200.000 reais aos cofres públicos.