O ex-deputado estadual José Riva (sem partido) vai prestar depoimento no dia 13 de outubro, a partir das 15h30, em mais de 30 ações penais nas quais figura como réu por peculato e formação de quadriha que são decorrentes da Operação Arca de Nóe da Polícia Federal,deflagrada em 2002.
O pedido de reinterrogatório feito pelo advogado Rodrigo Mudrovitsch foi acatado pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda. Por isso, existe a expectativa de que Riva posso contribuir com a Justiça por meio de confissões visando uma redução da pena em sentença condenatória ou até mesmo alimentar a esperança de ser absolvido.
A magistrada atendeu o pedido da defesa de Riva alegando preservação do princípio da ampla defesa e contraditório. Isso porque o ex-deputado pretende esclarecer fatos que não foram por ele elucidados em seu primeiro interrogatório.
Todos os processos criminais são oriundos da Operação Arca de Noé da Polícia Federal na qual foi desmantelado um suposto esquema de corrupção abrigado na Assembleia Legislativa. A operação foi deflagrada em 2002 e culminou com a prisão do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro.
Pelas investigações do Ministério Público Estadual (MPE), a Mesa Diretora do Legislativo, liderada pelos deputados estaduais José Riva e Humberto Bosaipo, emitiam cheques para empresas fantasmas com o intuito de pagar por serviços que jamais foram prestados. Esses cheques viriam a ser trocados em factorings de propriedade do bicheiro João Arcanjo Ribeiro para pagar despesas de campanha eleitoral e, ao mesmo tempo, favorecer o enriquecimento ilícito dos agentes políticos envolvidos.
Atualmente sem mandato eletivo, Riva admitiu que cometeu ilegalidades em depoimento na ação penal relacionada a Operação Ventríloquo.
Neste processo criminal que é desdobramento de uma investigação conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), é apontado um desvio de R$ 9 milhões dos cofres públicos por meio de uma fraude em um pagamento que deveria ser destinado a quitação de uma dívida do Legislativo com o HSBC.
No depoimento dado em abril deste ano, Riva deu detalhes da participação de outros deputados estaduais como supostos beneficiários da quantia desviada. O dinheiro teria servido para custear despesas de campanha eleitoral.