Os confrontos pelo controle da cidade de Aleppo já deixaram dois milhões de pessoas sem acesso à água corrente e energia elétrica na Síria, declarou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira. A falta de serviços básicos na região representa um grande risco de doenças, sobretudo para as crianças.
Por meio de um comunicado, a ONU pediu uma “pausa humanitária” urgente para que se seja feita a entrega de alimentos e suprimentos médicos. Além disso, a trégua é necessária para que técnicos consertem redes elétricas que levam água às estações de bombeamento, seriamente danificadas durante conflitos na semana passada.
No último sábado, rebeldes conseguiram romper um cerco governamental de um mês de duração ao leste de Aleppo, maior cidade e coração comercial da Síria. Seu avanço cortou o principal corredor de suprimento do governo rumo à região, o que elevou consideravelmente o número de civis sem suprimentos básicos para a sobrevivência. Para que as pessoas possam ser ajudadas, a ONU pediu por um cessar-fogo total ou ao menos uma pausa de 48 horas por semana.