Cerca de 500 pessoas saídas da Líbia em direção à Itália podem ter morrido em naufrágio no mar Mediterrâneo na semana passada, afirmou porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Se confirmada, a tragédia será uma das piores dos últimos anos envolvendo refugiados.
Os sobreviventes contaram ao ACNUR que estavam em um grupo de 100 a 200 pessoas que deixaram a Líbia em barcos de traficantes. Ao tentarem transferir os passageiros para outra embarcação, que já estava cheia, o barco maior virou e afundou.
Na segunda-feira (18), o governo italiano havia afirmado que a embarcação partira do Egito e que os mortos chegavam a “mais de 300 pessoas”.
A agência informou que os sobreviventes – 37 homens, três mulheres e uma criança de três anos – foram resgatados por um navio mercante e levados à Grécia no dia 16 de abril. O desastre acontece um ano depois do naufrágio no Canal da Sicília, em que cerca de 700 pessoas desapareceram tentando chegar à Itália.